Caberá ao ministro Dias Toffoli, presidente do STF, decidir monocraticamente sobre o pedido de habeas corpus para o ex-secretário da Cultura Roberto Alvim, que foi demitido na semana passada após fazer um pronunciamento plagiando o ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels (1933).

O recurso foi impetrado pelo advogado Carlos Alexandre Klomfahs, que também tentou um HC em defesa de Manoel Silva Rodrigues, preso em 25 de junho, ao desembarcar em Sevilla, na Espanha, com 39 quilos de cocaína em avião da comitiva presidencial.

No caso do militar preso na Espanha, o Superior Tribunal Militar negou o HC no ano passado.

Quanto à questão de Alvim, muito provavelmente, Dias Toffoli poderá negar de ofício o pedido ou enviar o recurso para a decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal. Essa segunda opção seria uma escolha política para aprofundar o avanço do nazismo nas instituições públicas brasileiras.

O STF também poderá levar à discussão do plenário a palestra do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que cometeu o mesmo pecado de Alvim de plagiar trechos de discurso nazista. Porém, com uma agravante: o titular do MEC copiou e colou partes do livro “Mein Kampf” (Minha Vida), de Adolf Hitler.




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