Senadora Juíza Selma, do PSL de Mato Grosso, denuncia pressões de Flávio Bolsonaro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

A senadora Juíza Selma (PSL-MT), afirmou na sexta-feira (13), em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que está sofrendo pressões por parte de Flávio Bolsonaro pelo fato de estar apoiando a chamada “CPI da Lava Toga”, que quer investigar irregularidades que teriam sido cometidas por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

A senadora afirmou que Flávio chegou a gritar com ela ao telefone em ligação no último dia 21. “Eu me recuso a ouvir grito, então desliguei o telefone”, contou a parlamentar matrogrossense. “A pressão vem de todo lado. A gente sofre um bombardeio”, disse ela.

“Na quarta-feira (11), um dos senadores que assinou também relatou que está sendo pressionado. Mas, das pessoas que assinaram, a mais vulnerável sou eu porque tenho um processo na Justiça. Fico sendo sempre a mais atingida”, acrescentou.

Flávio Bolsonaro vinha sendo investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Polícia Federal no caso da lavagem de dinheiro operada por seu auxiliar, Fabrício Queiroz, que estava lotado no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Queiroz movimentou, segundo o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), R$ 7 milhões entre 2014 e 2017, sem ter renda compatível com esses valores.

Em julho o ministro Dias Toffoli, presidente do STF, em decisão monocrática, acatou um pedido feito por Flávio Bolsonaro e suspendeu todas as investigações do caso Queiroz com a alegação que as informações do Coaf não podiam ser passadas aos órgãos de investigação sem autorização judicial. Desde essa data, todas as investigações de lavagem de dinheiro do país, que contaram com informações do Coaf, estão suspensas.

Toffoli tomou uma decisão para favorecer Flávio. Esse é o principal motivo pelo qual o senador pressiona sua colega de partido para que ela retire a assinatura de apoio à instalação da CPI.

Fávio chegou a dizer: “vocês querem me foder?”, dirigindo-se aos governistas que apoiam a investigação no STF. A senadora argumenta que “investigar um ministro do STF não significa atacar o Supremo”. No caso, o presidente do STF foi o ministro que tomou a medida favorável a Flávio.

“Tenho recebido alguns recados até mais, digamos, chatos, tipo ‘cuidado, você tem um processo, tira a assinatura’. Não vou tirar não. Prefiro perder o processo”, contou a senadora. Ela responde a um processo sobre irregularidades na campanha eleitoral do ano passado.

Nesta semana, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou favoravelmente à cassação da senadora por caixa dois e abuso de poder econômico. A PGR diz que a campanha deixou de contabilizar R$ 1,232 milhão e omitiu 72,29% dos gastos.


Hora do Povo

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