Mesmo no pós-cirúrgico, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não poupa seus alvos. O diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que o diga.

Levado ao cargo pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, Valeixo foi fritado hoje (9) em óleo quentíssimo.

Bolsonaro publicou no Twitter um ofício da Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), a qual reconhece a ‘autoridade’ do presidente da República para escolher o diretor-geral da PF.

Ou seja, para um bom entendedor, Jair Bolsonaro já demitiu pelo Twitter o homem de confiança de Moro. Tudo com a “anuência” dos agentes federais.

Segundo Bolsonaro, a carta do FENAPEF refuta supostas interferências externas no âmbito da PF.

Trocando em miúdos: Bolsonaro foi buscar numa entidade corporativa, de policiais federais, a confirmação de que ele manda no pedaço; o presidente mostrou insegurança com sua autoridade presidencial.

A troca de comando na PF já se arrasta há dias. Bolsonaro havia mandado recado para Moro, via imprensa, dizendo que a mudança arejaria a instituição e que seria ‘babaquice’ a reação da corporação.

Valeixo é considerado o “braço esquerdo” do ministro Moro (o “braço direito” era Roberto Leonel, que, por determinação de Bolsonaro, também foi defenestrado do Coaf).

A PF é subordinada ao Ministério da Justiça, bem como o Coaf, mas acabou indo para o Banco Central. A fritura de seu subordinado, hoje, é mais uma humilhação pública que o ministro sofre.

Resumo da ópera: a queda de Valeixo, da PF, significará uma derrota para o ex-juiz que ficará desmoralizado e sem os “dois braços” no governo.





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