O presidente Jair Bolsonaro escolheu o subprocurador Augusto Aras para substituir Raquel Dodge à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR).


Antes do anúncio oficial, alguns órgãos de mídia já vinham apontando o nome de Aras como o provável sucessor de Dodge na PGR. A confirmação veio agora há pouco, pela boca do próprio presidente.



​O anúncio do nome do novo procurador ocorre em um momento de grande tensão no órgão, que culminou, ontem, com um pedido de demissão coletiva por parte do grupo de trabalho da Lava Jato, em protesto contra Raquel Dodge.

Nascido em 4 de dezembro de 1958 em Salvador, Bahia, Augusto Aras é, além de advogado e subprocurador, professor da Universidade de Brasília (UnB), onde leciona as disciplinas de direito eleitoral e direito privado. Bacharel em direito pela Universidade Católica do Salvador, mestre em direito econômico pela Universidade Federal da Bahia e doutor em direito constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, é, desde 1987, membro do Ministério Público Federal.

Há semanas, em meio ao suspense em torno do possível substituto de Dodge, que poderia inclusive ser reconduzida ao cargo após o término do seu mandato, no próximo dia 17, o presidente da República vem falando que o novo PGR será alguém alinhado com os interesses do seu governo.

O nome de Aras vinha ganhando força desde abril, quando, em entrevista à Folha, admitiu o interesse em disputar a vaga por fora da chamada lista tríplice, formada a partir de uma eleição interna da associação nacional de procuradores.

Esse é a primeira vez em 16 anos que o chefe do Executivo escolhe alguém de fora da lista tríplice para liderar a Procuradoria-Geral da República. Mas, para assumir propriamente o cargo, ele deverá passar ainda por uma sabatina no Senado.





Sputnik Brasil

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