Preso, cunhado de Marcelo Odebrecht tem as senhas para arquivos até então secretos da Odebrecht


A 63ª fase da Operação Lava Jato, em 21 de agosto, prendeu o ex-executivo da Odebrecht e cunhado de Marcelo Odebrecht, Maurício Ferro.

Maurício Ferro foi preso, e um grande prêmio da ação estava com ele: um conjunto de quatro senhas de acesso ao precioso sistema interno da empreiteira. Nas coxias da operação, sempre foi dito que Ferro saberia um caminho para algo nunca explorado pela Lava Jato: o braço em que a corrupção não atingia apenas empresários e políticos, mas também juízes de tribunais superiores. [Fonte: Igor Gielow, Folha]

Ferro pode ser a resposta da Lava Jato à anulação pela 2ª Turma do STF da condenação do ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine.

Dallagnol e outros procuradores já se manifestaram contra a decisão do STF e afirmaram que ela pode ter efeito dominó e derrubar outras condenações, inclusive a de Lula relativa ao sítio de Atibaia.

Como forma de pressionar o Supremo, a prisão de Ferro com o anúncio de que ele tem as senhas e que denúncias podem alcançar ministros supremos, a Lava Jato contra-ataca.

Antes, não havia interesse da Lava Jato em várias delações: reportagens da Vaza Jato já mostraram que FHC e Silvio Santos "Não vieram ao caso". Anteriormente, Aécio também não. Tampouco Globo e mercado financeiro, de quem Palocci ameaçava contar segredos que Moro não quis ouvir.

Há muito se fala do nome de Fux e também nos de Toffoli e Gilmar, que teriam sido citados, sem serem oficialmente investigados pela Operação.

Parece que agora, especialmente após as acusações de Gilmar Mendes contra a Lava Jato, eles resolveram reagir.

Cada vez mais acuado no governo e com os bastidores sujos da Lava Jato vindo a público com as reportagens do Intercept, Moro e força-tarefa podem estar jogando sua última cartada.


Blog do Mello

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