Foto Fernanda Nobre, nas redes sociais




Foi assim que ela se despediu da gente na sexta feira. De Indiana Jones, animada, indo desbravar o mundo. A mulher mais corajosa que já conheci. Fernanda Nobre, atriz que estrearia em peça com Fernanda Young em breve, no Instagram

Da Redação

O jornalista Pedro Doria pediu desculpas à família de Fernanda Young, atriz, roteirista e escritora que morreu na madrugada de domingo, aos 49 anos de idade.

Fernanda estava em seu sítio em Gonçalves, Minas Gerais, quando sofreu uma parada cardíaca.

Ela sofria de asma desde criança.

De acordo com o G1, “Fernanda foi levada de ambulância para um hospital da cidade vizinha, Paraisópolis. A equipe médica tentou reanimá-la, mas ela não resistiu. Segundo o Hospital Frei Caetano, de Paraisópolis, ela foi atendida por volta da 1h45 e morreu às 2h53”.

“Devo desculpas à família e amigos da Fernanda. Foi um comentário torto escrito numa manhã de domingo, com acidez excessiva. Feito em privado e sem pensar, não imaginei que pudesse chegar aos ouvidos de quem se machucaria. Sinto muitíssimo”, escreveu o jornalista, um dos editores do Meio.

O pedido de desculpas foi por causa do vazamento de uma mensagem privada em que Pedro Doria sugere que Fernanda Young na verdade morreu de overdose.

Fãs da escritora chegaram a dizer que a mensagem de Doria equivale à capa que a revista Veja “dedicou” a Cazuza.

O mundo de Cazuza está se acabando com estrondo e sem lamúrias. Primeiro ídolo popular a admitir que está com Aids, a letal síndrome da imunodeficiência adquirida, o roqueiro carioca nascido há 31 anos com o nome de Agenor de Miranda Araújo Neto definha um pouco a cada dia rumo ao fim inexorável.

Esta foi a frase inicial da “reportagem” que colocou uma foto de Cazuza na capa com o título “Uma vítima da Aids agoniza em praça pública”.

Lucinha Araújo, a mãe de Cazuza, acusou a publicação de ter se aproveitado da fragilidade do filho para faturar. Ela considera a publicação um crime jornalístico cometido pela revista, então propriedade da família Civita.

Não foi o caso de Pedro Doria.

Ele admitiu que fez seu comentário “com acidez excessiva”, de forma privada.

Ainda assim, pega mal para quem se apresenta como especialista em redes sociais e, certamente, está preocupado em não espalhar fake news.

Do ponto-de-vista estritamente jornalístico, Doria deveria apresentar provas de que Fernanda Young de fato morreu por overdose.



Pedro Doria foi incluído em uma lista de jornalistas que receberam dinheiro alto do Senac, o Serviço Nacional do Comércio, para fazer palestras.

A denúncia foi requentada pelo presidente Jair Bolsonaro (vídeo acima) com o objetivo de constranger jornalistas que fazem críticas a ele.

Porém, neste caso não se trata de fake news.

A informação foi originalmente publicada pelo Intercept Brasil.

Foi resultado de uma auditoria que alimentou briga interna pelo controle do Senac no Rio de Janeiro.

O Sistema S — composto por Senac, Sesc, Sebrae, Sesi, Senai, Senar, Secoop, Senat e Senar — é abastecido por dinheiro recolhido pela Receita Federal.

Foram R$ 16 bilhões em 2016.

O dinheiro que empresários deveriam pagar aos cofres públicos é desviado parcialmente para manter o Sistema S, que também arrecada com a cobrança de cursos.

Vários governos já tentaram fazer cortes nos repasses ao Sistema S, sem sucesso por causa do lobby de empresários: são eles que “faturam” com a administração dos recursos.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, tentou faturar politicamente as ações do Sistema S quando foi candidato a governador de São Paulo, por exemplo.

Uma das grandes dúvidas sobre o Sistema é se as contratações das entidades podem ser feitas sem concorrência pública, que foi o que aconteceu quando o Senac do Rio de Janeiro contratou jornalistas ligados à Globo.

Quando reportou sobre o assunto, o Intercept escreveu:

Além da publicidade, o relatório [da auditoria] aponta para altos gastos do Senac-RJ com a realização de palestras. Dentro do tema, há um capítulo exclusivo que fala sobre a contratação de profissionais ligados ao Grupo Globo. Segundo os auditores, um total de R$ 2,979 milhões foi pago a jornalistas, colunistas e comentaristas em 2016.

“Verificamos que a ligação dos prestadores de serviços com as Organizações Globo é uma das características singulares apresentadas com vistas a justificar a não observância do dever de licitar”, diz o documento, que dedicou um capítulo inteiro para pedir esclarecimentos da relação entre o Senac-RJ e o Grupo Globo.

O jornalista que recebeu mais pelas palestras, de acordo com o relatório, foi o colunista do jornal “O Globo” e da Globonews Merval Pereira. Ao todo, os auditores apontam gastos de R$ 375 mil pela participação dele no evento “Mapa do Comércio”, realizado em diversos municípios do Rio de Janeiro. Notas fiscais a que The Intercept Brasil teve acesso mostram que, por cada uma das palestras, Merval recebeu R$ 25 mil.

O documento não aponta problema em si no trabalho do profissional, mas destaca que o processo de sua contratação teve ao menos duas falhas. O jornalista foi contratado para falar de temas que fugiriam do objetivo principal do Senac-RJ (promover educação profissional) e não houve licitação para o serviço.

Merval Pereira se defendeu em sua coluna dizendo que foi contratado para fazer 15 palestras, das quais 13 foram realizadas.

Ele acusou Bolsonaro de plantar fake news, uma vez que o presidente afirmou no twitter que Merval recebeu R$ 375 mil por uma única palestra.

Porém, Merval confirmou que palestrou em Miguel Pereira, uma cidade de cerca de 25 mil habitantes, por R$ 25 mil, uma enormidade considerando os padrões do ramo.

Porta-voz da família Marinho, Merval havia criticado com acidez, no passado, as palestras do ex-presidente Lula, sugerindo que elas não tinham acontecido:

Lula tinha toda condição de ser milionário, diante do preço que cobrava pelas palestras que diz ter feito a partir de 2010, mas precisa comprovar que elas existiram e que não eram alguma contrapartida de empreiteiras. A explicação fica complicada porque um dos diretores da Odebrecht afirmou ter sido preparado um esquema, com as palestras, para que o ex-presidente tivesse uma boa aposentadoria, escreveu Merval a respeito.

A Lava Jato tentou, mas nunca conseguiu comprovar que as palestras de Lula não aconteceram.

Bolsonaro, em sua ofensiva contra jornalistas, listou quanto eles receberam do Senac:

Cristiana Lôbo, R$ 330 mil; Samy Dana, R$ 284 mil; Giuliana Morrone, R$ 270 mil e Pedro Doria, R$ 225 mil — todos então ligados ao Grupo Globo, além de Merval (R$ 375 mil).







Eu não sei porque, mas por coincidência, são os que mais ‘descem o pau’ em mim. Não encontram nada de bom em minha pessoa. Sou péssimo. Mas quando estavam ganhando dinheiro aqui, eles não criticavam com a devida justiça os governos anteriores, afirmou de maneira ingrata o presidente da República, sem lembrar que o Grupo Globo deu o aval ao impeachment de Dilma Rousseff e criou o clima político necessário para que ele se elegesse com uma plataforma antipolítica.


Viomundo

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