As panelas batendo ontem, em bairros de classe média alta de diversas cidades brasileiras, de alguma forma simbolizam o que parece estar começando a acontecer: fragmentos da direita brasileira, enfim, começam a se soltar do grande bloco que formaram em torno de Jair Bolsonaro.

Fragmentos, sim, pequenos pedaços, mas evidências de um processo bastante significativo que inclui, também, a progressiva separação entre morismo e bolsonarismo.

São sinais do rompimento inevitável que, agora há pouco ganharam um episódio sintomático.

Máximo porta-voz do morismo, Merval Pereira tomou as dores do ministro e disse, na CBN, que Jair Bolsonaro governava em causa própria e, para proteger o filho Flávio, estava “desmoralizando” Sérgio Moro.

O ex-capitão, agora há pouco, assim que teve uma folga no inferno das queimadas, regiu com um coice no bolso de Merval, colocando no Twitter que o global teria recebido R$ 375 mil por palestras contratadas pelo ex-“dono” do Sesc/Rio, Orlando Diniz, preso pela Lava Jato no Rio.

A informação usada por Bolsonaro, curiosamente, é a publicada em outubro de 2017 pelo The Intercept Brasil , o que lhe valeu uma “gozação” de Gleen Greenwald, agradecendo o presidente por ser leitor do site…

Não é só a Amazônia que pega fogo; o cabaré, também…





TIJOLAÇO

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