Crítico do acordo de Maurício Macri com o FMI, Alberto Fernández, vencedor das prévias, tem sido duramente pressionado pelo poder econômico


Reprodução/Instagram

Por Lucas Rocha

Depois da vitória acachapante da chapa kircherista formada por Alberto Fernández e Cristina Kirchner nas eleições prévias da Argentina (PASO) contra o atual presidente Maurício Macri, o Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu se reunir nesta segunda-feira (26) com representantes da dupla peronista para conversar sobre um cenário que cada vez parece mais consolidado: a vitória de Alberto nas eleições de outubro. O candidato já disse que pretende rever o acordo do atual governo com o FMI, que prevê uma série de reformas estruturais anti-populares.

Um dia após a vitória da “Frente de Todos” nas PASO, o mercado reagiu mal e derrubou o peso argentino. O impacto também teve como causas a declaração incendiária do presidente Maurício Macri, que em um primeiro momento culpabilizou Cristina Kirchner e demonstrou não aceitar bem a derrota. O presidente logo se enquadrou, reconheceu os erros e assumiu a responsabilidade pela crise assola o país.

Com Macri cada vez mais longe de uma reeleição, investidores e empresários tem pressionado Alberto Fernández a aderir a um programa de reformas quando eleito. O FMI, criticado por Alberto, agora tenta abrir diálogo com a chapa peronista para tentar manter o acordo feito com Macri, que fez o Fundo destinar o maior empréstimo da história para o governo do liberal, com um pacto que garantia reformas, como a trabalhista e a da Previdência.

Segundo o jornalista Roberto Navarro, fundador do portal El Destape, o poder econômico tem pressionado duramente Alberto Fernández nesse período entre as prévias e as eleições oficiais de outubro. “Alberto não é sequer presidente eleito e já estão tratando de condicioná-lo. Empresários e economistas vão até ele e todos dão as mesmas condições e uma série de dados que dizem ‘isso é o que queremos que você faça'”, afirmou Navarro.



Revista Fórum

Faça um comentário

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem