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Os ataques do presidente da República Jair Bolsonaro e de seu ministro da Educação, Abraham Weintraub, ao presidente da França Emmanuel Macron e à primeira dama Brigitte foram registrados em detalhes pelo diário Parisien.

Um seguidor de Bolsonaro numa rede social fez uma postagem com fotos dos casais Bolsonaro e Macron e o título: “Entende agora pq Macron persegue Bolsonaro?”.

O presidente da República se deu ao trabalho de responder: “Não humilha cara. Kkkkkkk”.

Macron é casado com uma mulher 22 anos mais velha que ele. Brigitte tem 66 anos.

Eles se conheceram quando Macron era estudante do ensino médio e Brigitte, professora de latim e francês em uma escola jesuíta.

Brigitte casou-se com um banqueiro, teve três filhos e assumiu o relacionamento com Macron depois de se separar, em 2007.

A primeira dama Michelle, de 37 anos, é 27 anos mais nova que Jair Bolsonaro.

O jornal francês destacou: Bolsonaro acusado de sexismo depois de zombar de Brigitte Macron.

“O fato de uma pessoa tentar ofender uma mulher por sua aparência física, por si só já é vergonhoso. Quando essa pessoa é Chefe de Estado, é vergonha nacional. Se envolve a Primeira-Dama de uma nação amiga, vira vexame diplomático. Nosso Presidente é um moleque! #CalaBocaBolsonaro”, tuitou em resposta a roteirista e escritora Antonia Pellegrino.

O diário também reproduziu uma sequência de tweets do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Num deles, escreveu: “A França é uma nação de extremos. Gerou homens como Descartes ou Pasteur, porém também os voluntários da Waffen SS Charlemagne. País de iluministas e de comunistas. O Macron não está a altura deste embate. É apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês”.

A bio do ministro revela que ele é professor universitário da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), economista formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em administração pela Fundação Getúlio Vargas.

O ódio dos bolsonaristas contra Macron explodiu depois que o mandatário francês disse que as queimadas na Amazônia eram uma crise internacional e que Bolsonaro era mentiroso por não ter cumprido promessa sobre o meio ambiente feita em encontro de líderes no Japão.

Macron cometeu duas imprecisões em uma de suas mensagens: a foto do fogo não era recente e ele se referiu à Amazônia como “pulmão do mundo”, quando o papel dos oceanos neste aspecto é mais importante.

Um internauta, respondendo à postagem do diário francês, sugeriu ao Parisien que pesquise a vida da primeira dama Michelle Bolsonaro.

Revelações recentes da revista Veja mostram que a avó de Michelle já foi presa por tráfico de drogas e a mãe, acusada de falsificação.

Um tio, policial militar, está preso em Brasília sob acusação de pertencer a uma milícia.

Michelle recebeu em sua conta bancária R$ 24 mil de Fabrício Queiroz, ex-assessor e suspeito de ser laranja da família Bolsonaro.

Queiroz confessou que praticava a “rachadinha”, ou seja, desviava dinheiro dos salários de assessores de um dos filhos do presidente, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

O processo de investigação contra ambos está paralisado no Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, à espera de uma decisão do Supremo Tribunal Federal que será tomada em novembro.

Jair Bolsonaro diz que o dinheiro depositado na conta da hoje primeira dama se destinava a ele, parte do pagamento de um empréstimo que teria feito ao amigo Queiroz.

Bolsonaro afirmou que não recebeu o pagamento em sua própria conta por falta de tempo para ir ao banco.



Viomundo

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