Ex-ministro lembra que Jair disponibilizou Amazônia às mineradoras, desfez acordos climáticos internacionais e ameaça manutenção do Fundo Amazônia


Celso Amorim - Nando Neves


O ex-ministro Celso Amorim criticou, nesta quarta-feira (21), a comparação “sem sentido” entre Jair Bolsonaro e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita, segundo ele, por “arrependidos” do campo da elite que agora querem se afastar de Bolsonaro. Ele cita a questão ambiental e uma veiculada pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, na segunda-feira.

Em vídeo publicado pelo Nocaute (abaixo), o ex-chanceler classifica como “manobra pérfida” a comparação entre os dois, como se fosse possível. “A política externa de Lula era de paz, aproximação e diálogo, enquanto Bolsonaro se subordina aos Estados Unidos e briga com os países vizinhos”, afirmou.

Amorim ressalta que a participação da Alemanha e da Noruega no Fundo Amazônia foi articulada no governo Lulae observou que a Globo usou frases fora de contexto. “Lula defendia a soberania nacional sobre a Amazônia, outra coisa é dizer que a floresta pode ser aberta às mineradoras. O decreto que possibilitou a Noruega e Alemanha participarem do Fundo Amazônia é da época do ex-presidente Lula. A essência desses acordos é brasileira, é um projeto nacional que seria feito de qualquer maneira e atende as necessidades. O acordo foi feito sem imposição externa”, explicou.

O ex-ministro também comenta a repercussão na mídia internacional sobre os incêndios na Amazônia. De acordo com dados do Programa Queimadas, do Inpe, a Amazônia concentra 52,5% dos focos de queimadas de 2019. O Cerrado aparece em segundo lugar, com 30,1% dos focos de incêndio.

“A imprensa alemã pediu sanções de seu governo contra o Brasil e sua política de meio ambiente. Entretanto, a gente está se auto-sancionando, até o agronegócio já percebeu que vai encontrar dificuldade para exportar seus produtos, por causa das pressões externas”, acrescentou.

Por Rede Brasil Atual


Partido dos Trabalhadores

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