Novos documentos internos entre colaborares da rede social sugerem que o Facebook teve conhecimento da partilha não autorizada dos dados em setembro de 2015 e não em dezembro.




O escândalo Cambridge Analytica abalou o Facebook em 2018 e agora novos documentos sugerem que a empresa britânica terá acedido a dados de forma abusiva desde setembro de 2015 e não de dezembro, mês sobre o qual a rede social repetidamente testemunhou. O documento mostra conversas internas entre vários colaboradores do Facebook, uma delas de 22 de setembro, e a rede social já reagiu às notícias que surgiram na imprensa internacional.

"Suspeitamos que muitas dessas empresas estão a transferir dados, sendo a maior delas a Cambridge Analytica", pode ler-se no documento. No ficheiro partilhado, os funcionários perguntam se a empresa estaria preparada para desenvolver respostas específicas, sugerindo a identificação do comportamento da empresa britânica. Isto porque alegam uma indefinição de uma política para estes casos.

Entretanto, o Facebook refere que o documento pode causar confusão. O vice-conselheiro da empresa Paul Grewal, argumenta que o documento não prova nada de novo, garantindo que a rede social só tomou conhecimento do roubo de dados em dezembro de 2015.

Depois de em 2018 reconhecer que a consultora Cambridge Analytica utilizou dados de 87 milhões de utilizadores da rede social para influenciar campanhas políticas em todo o mundo, o Facebook revelou à Comissão Europeia que terão sido lesados até 2.7 milhões de cidadãos da UE. Em Portugal, foram acedidos dados de mais de 63 mil perfis. Este escândalo custou ao Facebook várias multas, nomeadamente dos Estados Unidos e da Itália.


Tek

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