Jair Bolsonaro diz que o Brasil só aceita a ajuda de R$ 83 milhões (US$ 20 milhões) oferecida pela União Europeia para ajudar no combate a incêndios na Amazônia se o presidente da França, Emmanoel Macron, retirasse “os insultos” que fez a ele, claro que sem mencionar os que ele fez a Brigitte Macron…

Bolsonaro teria toda a razão em reclamar da ajuda, que é extremamente pequena em relação as que a União Europeia faz a outras causas: só em ajuda ao comércio internacional a UE e seus estados membros doaram, em 2017, 154 milhões de euros.

Mas não de a condicionar a uma questão de “satisfação pessoal”.

Senão, Macron também poderia dizer que a França só participaria de houvesse um “pardon, Brigitte”. Ou Ângela Merkel a retirar-se o “vá plantar floresta” e a Noruega o mesmo, sobre o vídeo das baleias da Dinamarca.

Sabem porque esta onda? Porque Jair Bolsonaro não tem um pingo de interesse em dotar o país de ferramentas para combater o histórico problema do desmatamento.

Nunca teve e não tem agora.

Bolsonaro não vai assumir qualquer compromisso ambiental – a óbvia contrapartida de qualquer ajuda a fundo perdido – porque pensa- e já disse várias vezes – que as terras indígenas, os parques e as reservas são o que está “sufocando o Brasil” e sufocando o agronegócio, como revelam seus próprios discursos, recolhidos por Lúcio de Castro, da Agência Sportlight de jornalismo.

Por isso, segue agindo como um moleque, daqueles que grita “quem passar daqui xinga a mãe do outro”.

Bolsonaro tem de sair deste assunto: deixar que Ibama, ICMBio e Exército respondam pelas operações anti-incêndios e que o Itamarati cuide dos entendimentos com a União Europeia.

Bolsonaro não apaga incêndios, os ateia.

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