Corrupção da função pública é sempre grave, mas não chega a ser novidade. Como não é novidade que ocupantes de cargos e funções públicas usem-nos para se se promover e obter vantagens com isso.

Das revelações feitas pela imprensa, até agora, pelos vazamentos da “Lava Jato” obtidos pelo The Intercept há, certamente, várias coisas mais graves que o plano rastaquera de Deltan Dalagnoll de faturar “cachês” com palestras e eventos.

Acumpliciar-se a um juiz para deformar processos criminais, que afetam honra, liberdade e vida de pessoas é mais grave que “arrumar uma grana” com exploração de prestígio.

Mas no Brasil que foi levado a desprezar o devido processo legal, não há dúvida de que a compreensão pública sobre o que fez Deltan cai na “caixa” inapelável da corrupção.

Desta vez, o procurador não terá o “apoio corporativo”. Não se dirá que “não há nada de mais” nas suas atitudes.

A exploração de prestígio está escancarada, ainda que não possa ser rigorosamente tipificada. juridicamente.

Moralmente – sem trocadilho – está escancarada.

Deltan Dallagnol é um futuro ex-procurador da República.



TIJOLAÇO

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