(Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)


Os escândalos no Brasil atualmente são diários. Nada parece parar o bolsonarismo em sua loucura. A última é a indicação do filho do Jair para embaixador do Brasil nos EUA. Um presente do chefe do clã para Eduardo, que completou 35 anos, não por acaso a idade mínima para ocupar a função.

Não bastasse o mal estar da indicação, a defesa do indicado piorou o clima de esculhambação geral. “Já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos EUA, no frio do Maine (um estado norte-americano)", declarou o filho do presidente. Ou seja, "fritar hamburguer" vale mais que a carreira de centenas de diplomatas brasileiros.

Os aliados, incluindo os militares, demonstraram certo constrangimento, mas submeteram-se à armação do clã que, de fato, governa o país. Ao que parece, todos nunca acreditaram mesmo na tal da "nova política". Apenas surfaram na onda do chefe "agitador das massas" em busca de poder e renda.

Sem questionar o mérito da indicação, o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, por exemplo, reagiu cinicamente. “Poderia ter anunciado semana que vem? Talvez, durante o recesso parlamentar”, disse ele à imprensa. Ou seja, para não atrapalhar a votação da reforma da Previdência.

No entanto, risos à parte, é preciso compreender os objetivos da indicação. É para aprofundar a submissão canina a Trump e seus objetivos mundiais? É para melhorar o desempenho dos negócios, como festejou a Fiesp? Mas quais negócios, exatamente? De hamburguer que não deve ser.

A nova "piada", por outro lado, mostra o nível de desmonte das instituições nacionais. Imaginem se Lula indicasse um de seus filhos para qualquer cargo do governo - seria o "caos". Agora, parece que qualquer barbaridade é aceita, não apenas pelos seguidores do clã. Os setores esclarecidos da sociedade também se curvam.

O Brasil está chegando no limite, com as trapalhadas do bolsonarismo e seus aliados. Enquanto brincam de criar um país para chamar de seu, não dão conta da economia. O PIB está abaixo de 1%, o desemprego explode, a fome volta à mesa dos brasileiros. É preciso, então, resistir às bravatas, organizar o povo, liberta Lula e (re)construir o país.


Brasil 247

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