Dallagnol e Moro

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Mais do que ninguém, Moro, Dallagnol e os jagunços togados de Curitiba vivem da corrupção. Precisam dela como o ar que respiram, como a água que lhes mata a sede e como o prato de comida que acaba com suas fomes. É a corrupção grossa e farta que lhes dá sentido à vida.

Sem corrupção, grossa, farta e porca, Moro, Dallagnol e seus pistoleiros dos tribunais seriam nada, ninguém, zero. Seriam farrapos humanos tristes, perdidos e infelizes.

Todos os dias, Moro, Dallagnol e os milicianos judiciais despertam, levantam e se ajoelham ao pé da cama, agradecendo ao Papai do Céu a graça alcançada por viverem em meio à corrupção grossa, farta e nauseabunda.

Se todos vivessem num mundo em que existisse justiça, democracia e bem-estar, com renda dividida e comida na mesa, Moro, Dallagnol e os caçadores de recompensas dos data vênia seriam zés-ruelas. Passariam despercebidos como fiapos de gente medíocre, sem metafísica e sem ideias.

Moro, Dallagnol e os abutres de terninhos e pretinhos básicos provincianos tentaram transformar pessoas, reputações, empregos, projetos e sonhos em carniça bichada a pavimentar a boa fama de suas carreiras, negócios e esticadas a Cancún, Las Vegas e Miami, sonho dourado de todo moralista de arrabalde.

Moro, Dallagnol e a quadrilha das primeiras, segundas e terceiras instâncias acordam, almoçam, jantam e dormem corrupção. Estão tão entranhados, que secretamente torcem para que ela aumente. Sempre.

Salve Moro, Dallagnol e a equipe de capitães do mato que brandem todos os códigos legais como pastores picaretas chacoalham a Bíblia para conspurcá-la. Eles viveram momentos de plena felicidade e êxtase ao longo dos últimos anos.

Salve Moro, Dallagnol e o rebotalho juramentado que os acompanha! Eles agora estão no palco nus, com as partes de fora, sem maquiagem, sem disfarces e sem mais nada, na inteireza de sua repugnância moral.

Que a merda em que afundam não lhes seja leve.




Gilberto DCM

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