247 - Apesar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), dizer que a Casa não vai barrar a indicação de Eduardo Bolsonaro para ocupar a embaixada do país nos Estados Unidos, integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, que aprova ou não os candidatos a embaixador, dão sinais de que a situação não é tão favorável assim.

Não é somente a oposição que é contra a indicação. O vice-presidente da comissão, o senador Marcos do Val (Cidadania-ES), alinhando ao governo, disse que o filho do presidente não reúne as condições para o cargo.

"Estou muito preocupado e não vou votar favorável (à indicação). Sou contra. Temos que botar profissionais. Recebo diplomatas toda semana e vejo o nível e tempo de trabalho em vários países. E vai ser dentro desse critério que vou continuar querendo indicação de diplomatas. Não alguém caindo de paraquedas. Para mim, é um adolescente pilotando um Boeing", criticou o senador, segundo reportagem do jornal O Globo.

Para o senador, a defesa que Eduardo Bolsonaro faz do governo de Donald Trump é outro ponto que conta negativamente para que ele assuma o posto.

"Acho que o presidente não foi feliz nessa possível decisão. A Embaixada em Washington não lida só com os Estados Unidos, lida com o mundo inteiro. Estamos nos aproximando da eleição. Caso ganhe o Partido Democrata, como vai ser essa relação? Embaixador tem que ser apartidário e não pode ser filho do presidente. Ele estará representando só uma parte, mas tem que representar toda a sociedade brasileira", afirma Marcos do Val.

A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) disse que a indicação veio num momento “inoportuno”, por conta da votação da reforma da Previdência. Ele também afirma que a indicação contraria o discurso da “nova política” proferido por Bolsonaro.

"O que mais me desagrada é que o Bolsonaro se elegeu com o discurso da nova política, e isso é exatamente a perpetuação da velha política, de uma forma de fazer política que ele mesmo diz que combate. Fora o desgaste que vai ser para o Eduardo. A sabatina dele vai ser de massacrar", prevê a senadora.



Brasil 247

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