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Cinco ex-presidentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram nesta segunda-feira (15) uma carta aberta contra os cortes orçamentários e as alternativas propostas para a realização do Censo 2020.


O corte no questionário da pesquisa foi anunciado pela presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, no fim de maio. E incluiu, além da redução no número de perguntas, o corte no orçamento do Censo, de R$ 3,1 bilhões para R$ 2,3 bilhões. Após o anúncio das medidas, alguns funcionários entregaram seus cargos.

A carta é assinada por líderes do instituto em diferentes governos: Eurico Borba (1992 e 1993), Eduardo Nunes (de 2003 a 2011), Wasmália Bivar (de 2011 a 2016), Paulo Rabello de Castro (em 2016 e 2017) e Roberto Olinto (de 2017 a 2019).

A Sputnik Brasil entrou em contato com o Paulo Rabello de Castro, um dos signatários da carta. De acordo com o ex-presidente do instituto, o Censo é muito mais do que contar o número da população.

"É uma oportunidade de 10 em 10 anos para fazer-se uma atualização do retrato do país. Ilustrar a realidade brasileira, conhecê-la em detalhes para que não haja manipulação que frequentemente ocorre politicamente e até estatisticamente quando os dados vão ficando desatualizados. É óbvio que planejamento exige dados atualizados", explicou.

Paulo Rebello de Castro diz que tem que haver o equilíbrio entre amplitude de perguntas e orçamento.

"Temos que fazer da maneira mais ampla possível e óbvio que sempre respeitando o dinheiro do contribuinte da forma mais econômica", defende.

O ex-presidente do IBGE disse que ao reduzir o Censo, o governo desrespeita a instituição.

"Esse governo veio tirar uma onda com a cara do IBGE porque eles são agora mestres em achar defeito em tudo. Nesse ponto estão reproduzindo a quem eles criticam, que é o PT. Repetindo que tudo que veio antes era malfeito e que eles são a régua do mundo", afirmou.

Os ex-presidentes pedem a mobilização da sociedade para evitar as mudanças no Censo. Eles afirmam que a redução será uma perda muito grande para prefeitos, vereadores e a população.





Sputnik Brasil

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