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por Fernando Horta, em perfil de rede social
Minha hipótese sobre o imbróglio Moro-CIA-Vaza a Jato.


A inteligência brasileira (aparelhada pelos militares desde o governo Temer com Etchegoyen) monitora cerca de 3 a 4 mil pessoas da esquerda hoje no Brasil. Com escutas ilegais, invasões digitais e etc.

Este grupo identificou no início do ano a vulnerabilidade do governo quando descobriu que Glenn havia recebido algum material. Sem saber o que era exatamente eles colocaram em prática uma ação militar conhecida para “diminuir danos”.

Moro foi aos EUA para apagar todas as informações comprometedoras de seu celular, laptop e dos servidores da Internet que, para quem não sabe, ficam nos EUA.

No mesmo momento, eles criaram o plano para tirar ou diminuir a credibilidade do material do Glenn.

Pegaram um criminoso monitorado pela ABIN (figura clássica para servir de bode expiatório) e inventaram que esta criatura seria o “hacker”. Assim, garantem que a fonte do vazamento é “ilegal” e protegem Moro e Dallagnol.

O pobre “hacker” preso já recebeu a proposta de confirmar a versão do Moro e receber uma pena branda, conservando grande parte da grana que acumulou com os crimes.

Este é exatamente o modo de operação da Lava a Jato. Usaram a Manuela para “esquentar” a versão, mas o material que o Glenn tem não foi passado pelos presos do Moro.

Ainda, o Moro declara que o “hacker” invadiu e coletou informações de “autoridades” em todos os poderes brasileiros e assim “esquenta” o material que ele recebeu via NSA e CIA.

É a desculpa perfeita. Moro tem os vazamentos feitos pelos americanos, diz que foi um “hacker” criminoso brasileiro, colocando o material do Glenn no mesmo balaio.

Deixando claro, EXISTEM 3 materiais vazados DIFERENTES, de fontes diferentes, conteúdos diferentes e que Moro vai confundir como se fossem o mesmo:

1) o material grave e cheio de crimes do Moro e Dallagnol que está com o The Intercept.

2) o material inócuo e desimportante que o laranja “hacker de Araraquara” obteve na ação pensada pela inteligência brasileira.

3) o material que Moro recebeu da NSA, que é totalmente limpo dos seus crimes e dos da lava a jato, mas contém vazamentos da vida pessoal, crimes e etc. de autoridades brasileiras.

Com esta estratégia acontecem as seguintes coisas em curto espaço de tempo:

– Moro passa a ter material para chantagens de autoridades que não sejam tão alinhados quanto o “in fux we trust”

– Permite o argumento da “árvore envenenada” para invalidar juridicamente TODO o material do The Intercept. Sendo que ele precisa apenas de 4 votos no STF (“o fux é nosso, aha uhu”)

– Moro passa a ter material e motivos para processar Glenn e pedir busca e apreensão em TODO o material do Intercept.

Para isto basta apenas mostrar material íntimo vazado pelos americanos a ele, Moro, e dizer que foram os “hackers de Araraquara” argumentando pelo “risco” do crime continuado e dizendo que o material do The Intercept pode “prejudicar terceiros” além do Brasil

– Com busca e apreensão no The Intercept eles farão “perícia” nos dois materiais (o do Intercept e o do “hacker de Araraquara” que, na verdade, é o material da NSA americana dado ao Moro).

Não vai fazer diferença se o Glenn disser que a apreensão não pegou o material, eles precisam apenas parecer que pegaram o material do The Intercept, pois vão inventar o conteúdo do mesmo jeito.

– Nesta “pericia” de comparação, feita por um “método” impessoal de “comparação” simples por um software, vão “mostrar” que o material “foi adulterado”.

Com isso acabam com o material do Gleen e, ao mesmo tempo, indiciam o The Intercept, Glenn, Demori e etc. Por crimes digitais, receptação de mercadoria roubada, chantagem, formação de quadrilha e etc.

Indiciam Manuela, Reinaldo Azevedo, Mônica Bergamo por associação ao crime, por bloquear as investigações, por tentar bloquear a justiça e etc.

– os “hackers” vão fazer “delação premiada” e terminarão o ano que vem como os delatores da lava a jato: em prisão domiciliar gozando o fruto dos crimes.

– Glenn, Demori e todos os que manipularam diretamente o material vão ter prisão decretada.

– Os jornalistas brasileiros com algum nome (como o Reinaldo Azevedo e a Mônica Bergamo) serão processados civilmente também e vão tomar umas multas milionárias.

– O STF vai se acovardar e declarar o material todo nulo. Lula segue preso, Dallagnol solto e inimputável e Moro novamente um herói.

– O Brasil segue sendo vendido, Bolsonaro como mico animador de plateia na cabeça de um estado fascista, controlado por instituições corrompidas e com Moro como “eminência parda”, tendo controle total das polícias, do judiciário e do MP.

Toda a família Bolsonaro estará nas suas mãos e se eles tentarem algo, o Queiroz será encontrado ou as investigações contra os filhos do Bolsonaro andarão mais “depressa”.

– Bolsonaro quer indicar o filho para a embaixada nos EUA porque viu que o contato dos americanos com Moro em imenso e “perigoso” aos Bolsonaro.

Só há dois problemas neste plano:

– As instituições ainda não estão totalmente conformadas e resistências pontuais podem fazer um grande estrago.

– As eleições.

Bolsonaro vai querer se candidatar e Moro, Doria e Witzel têm seus egos nas nuvens.

Se os senadores disserem em alto e bom som que Moro NÃO vai para o STF, acaba o contrato de apoio Moro-Bolsonaro.

De repente, ao invés de amigos e colaboradores os dois se tornarão como amantes que dividem a mesma cama mas quer matar o outro.

A curto prazo todo o Brasil republicano perde.

No médio prazo temos ainda uma chance grande de todos perdermos muito…

A inação e o conluio do STF destruíram o Brasil.

*Fernando Horta é  formado em História pela UFRGS, com mestrado em História das Relações Internacionais na UnB, onde cursa doutorado


Viomundo

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