© NASA .


Marte poderia ser transformado em um planeta habitável através da criação de pequenas ilhas que imitariam o efeito estufa da Terra, apontam novas pesquisas.



Um escudo de dois centímetros de espessura de aerogel de sílica, que é um material extremamente leve derivado de um gel, seria eficaz no isolamento do planeta e no derretimento do gelo abaixo da superfície, criando água líquida de forma permanente.

Esse procedimento teria um excelente potencial para criar um forte aquecimento estufa em estado sólido em condições marcianas, cita o Daily Star.

O estudo publicado pela Nature Astronomy indica como o escudo seria capaz de transmitir luz visível suficiente para a fotossíntese, além de bloquear a radiação ultravioleta nociva e elevar as temperaturas abaixo da superfície de forma permanente, acima do ponto de fusão da água, sem necessidade de uma fonte de calor interna.

"Essa abordagem regional para tornar Marte habitável é muito mais viável do que a modificação atmosférica global", afirmou o professor assistente de ciência ambiental e engenharia na Escola John A. Paulson de Harvard, Robin Wordsworth, ressaltando que, ao contrário das ideias anteriores, essa pode ser desenvolvida e testada com materiais já existentes.

Wordsworth e os coautores do estudo retiraram a ideia da observação de que o dióxido de carbono sólido nos polos marcianos cria bolsões de calor no verão, permitindo a entrada da luz solar e evitando que o calor escape, tal como seu equivalente gasoso tem feito em escala planetária na Terra.

O novo estudo sugere que simplesmente não há CO2 suficiente armazenado em forma sólida em Marte para criar uma atmosfera que pudéssemos respirar.


© FOTO: ESA/GCP/UPV/EHU BILBAO
Foto tirada pela sonda Mars Express mostra tempestade de areia perto da calota polar do norte de Marte

Já os aerogéis são formados por aglomerados em nanoescala interconectados em torno de bolsões de gás. Sendo 97% poroso, o aerogel é extremamente leve, bem como um excelente isolante. O material já é utilizado para isolar robôs do perigoso frio da noite marciana.

"Espalhe através de uma grande área o suficiente, você não precisaria de qualquer outra tecnologia ou física, você apenas precisaria de uma camada desse material na superfície e debaixo de você teria uma temperatura agradável", afirmou Wordsworth.

Além disso, a abordagem também evitaria alguns dos problemas éticos com a terraformação de Marte, potencialmente apoiando milhões de pessoas, mas mantendo a maior parte do planeta em seu estado primitivo.





Sputnik Brasil

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