No início da manhã desta terça, o ministro da Justiça, em licença para cuidar de problemas pessoais, Sergio Moro, resolveu deixar um pouco a licença de lado e foi ao Twitter fazer a seguinte postagem, que está printada na imagem acima.

Sou grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha contra a LavaJato e a favor da corrupção está beirando o ridículo.Continuem, mas convém um pouco de reflexão para não se desmoralizarem. Se houver algo sério e autêntico, publiquem por gentileza.

A aposta do ministro pelo visto é naquele contingente de bolsonaristas que acreditam no pavão, no terraplanismo e que seguem o mesmo discurso de que todas as críticas à Lava Jato são feitas por quem quer proteger corruptos.

De um lado temos El País, Folha, Veja, Band, Correio Braziliense, dois procuradores que confirmam a veracidade das mensagens do Telegram, e, de outro, Moro e Dallagnol, que não confirmam nem negam, mas acusam as reportagens, que podem e ao mesmo tempo não podem ser verdade (como o gato de Schrödinger, que ao mesmo tempo está vivo e morto), de ser contra a Lava Jato e a favor da corrupção.

A aposta na radicalização soft (Se houver algo sério e autêntico, publiquem por gentileza) só aumenta o boato de que o pedido de licença do ministro foi para abrir caminho para a prisão do "fake hacker", que admitiria que as mensagens foram manipuladas - o que vai de encontro às pesquisas de toda a imprensa que teve acesso ao material, e também ao testemunho de dois procuradores em favor de sua veracidade.

No entanto, tudo é possível no país que mama na mamadeira de piroca, que tem um ministro da Economia suspeito de desvio de mais de R$ 1 bilhão, um ministro do Meio Ambiente condenado por alterar mapas de área de preservação, um presidente inepto e com sérios problemas mentais, que tem como guru um astrólogo que se diz filósofo.




Blog do Mello

Faça um comentário

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem