Nova reportagem, dessa vez uma parceria entre o jornalista Ricardo Balthazar, da Folha, e o The Intercept Brasil, sobre as mensagens trocadas por procuradores e o ex-juiz Moro mostra a interferência direta de Moro no trabalho dos procuradores, o que é ilegal.

Segundo a Constituição, o trabalho do juiz deveria ser apenas o de julgar se a delação premiada era justa ou não, mas ela deveria ser negociada apenas entre os procuradores e advogados do delator. O que Moro não permitia.

A ponto de um dos principais procuradores, Carlos Fernando, ter dito que "O procedimento de delação virou um caos", numa crítica à interferência de Moro.

“O que vejo agora é um tipo de barganha onde se quer jogar para a plateia, dobrar demasiado o colaborador, submeter o advogado, sem realmente ir em frente”, acrescentou.
Para Carlos Fernando, era preciso pensar no longo prazo, além do acordo com a Camargo Corrêa. “Não sei fazer negociação como se fosse um turco”, disse. “Isso até é contrário à boa-fé que entendo um negociador deve ter. E é bom lembrar que bons resultados para os advogados são importantes para que sejam trazidos novos colaboradores.”

O procurador de deus Deltan Dallagnol temia baterem de frente com Moro:

“Vc quer fazer os acordos da Camargo mesmo com pena de que o Moro discorde?”, perguntou a Carlos Fernando. “Acho perigoso pro relacionamento fazer sem ir FALAR com ele, o que não significa que seguiremos.”
“Podemos até fazer fora do que ele colocou (quer que todos tenham pena de prisão de um ano), mas tem que falar com ele sob pena de ele dizer que ignoramos o que ele disse”, acrescentou.

Fica aí demonstrado mais uma vez o ativismo ilegal do juiz Moro, que se aproveitou da popularidade que a Lava Jato lhe proporcionou para se tornar um tiranete mantendo toda a Operação sob seu controle.

- "Le lavage de voiture c'est moi", segundo monsieur Morrô.






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