Foto: Ricardo Stuckert

O advogado Cristiano Zanin, que integra a equipe de defesa do ex-presindente Luiz Inácio Lula da Silva, contou em entrevista para o El País, que o seu escritório chegou a ser grampeado por figuras ligadas à Operação Lava Jato, que teriam acompanhado seus trabalhos em tempo real, durante 25 dias. “É uma violência ao direito de defesa, diz.

Segundo Zanin, “houve também interceptações no nosso escritório para acompanhar a estratégia de defesa. Ou seja, houve o acompanhamento em tempo real de conversas entre advogados que estavam tratando da defesa do ex-presidente Lula. Não é tão somente o fato de ter ocorrido uma interceptação, mas sim uma interceptação que foi acompanhada em tempo real, por 25 dias, quando policiais, procuradores e o juiz Moro sabiam de tudo o que era conversado pelos advogados e possivelmente tomavam medidas para inviabilizar a estratégia da defesa”.

Na declaração, o advogado se refere a membros do Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR) e da Polícia Federal (PF), ligados à Operação Lava Jato, que estariam por trás das escutas em seu escritório e de outros defensores que formam a equipe de Lula.

Anulação


A acusação é mais uma das irregularidades que Zanin aponta com respeito à atuação do ex-juiz Sérgio Moro, pelas quais ele pede a anulação de todo o processo. Para o advogado, “uma vez reconhecida a suspeição, todos os atos são anulados e o processo deve ser reiniciado na presidência de um juiz imparcial independente. Esse é um direito que vale para qualquer cidadão, mas que para o ex-presidente não valeu”.

Na entrevista ao El País, Zanin também conta que Lula está mais confiante em sua liberdade, após o início da série de reportagens da Vaza Jato. “Temos a verdade nua e crua aparecendo e confirmando aquilo que ele disse ao longo do processo e que nós como advogados também dissemos”, afirma. O ex-presidente Lula está preso em Curitiba há mais de 15 meses, e conta com pedido de suspeição do ex-juiz Sérgio Moro pendente de avaliação, programada para meados do segundo semestre de 2019.


Revista Fórum

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