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O Brasil se tornou refém de duas empresas privadas para transportar gás natural produzido em seu próprio solo.

A Petrobrás vai pagar aluguel, transportando ou não o gás que produzir, a empresas que pertencem a investidores da China, França, Bélgica, Cingapura e Canadá.

A denúncia foi feita por Raquel de Oliveira Sousa, especialista em gás e petróleo, que advoga para a Federação Nacional dos Petroleiros.

A Petrobrás vendeu por U$ 13,8 bilhões a maior parte de suas redes de gasodutos no Nordeste, Norte e Sudeste — mais de 6.500 quilômetros de extensão.

Os negócios, envolvendo a TAG (Transportadora Associada de Gás) e a NTS (Nova Transportadora do Sudeste), foram feitos com a empresa franco-belga Engie, o fundo canadense Caisse de Depot e Placement du Quebec (CDPQ) e a Brookfield, cujo consórcio inclui o fundo de pensão British Columbia Investment Management Corporation (BCIMC), do Canadá, e fundos soberanos da China e de Cingapura. Uma empresa associada ao Banco Itaú também investiu.

Em audiência da Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado, a advogada Raquel disse que o compromisso destas empresas com o interesse nacional é zero, que elas obviamente visam lucro e que a Petrobrás, em troca da liquidação de patrimônio nacional agora, para fazer caixa, vai ficar dependente de tarifas sobre as quais não terá controle.

Em sua fala, Raquel questionou inclusive o argumento a partir do qual a Petrobrás entrou em “liquidação”, depois da Operação Lava Jato e já no governo do usurpador Michel Temer: o de que estaria quebrada.

Os objetivos principais de fazer caixa agora, às pressas, (diz o Viomundo, não a Raquel) são valorizar as ações da Petrobrás nas bolsas e turbinar a reeleição de Jair Bolsonaro a longo prazo.

Embora a empresa seja “estatal”, por causa do controle acionário majoritário da União, cerca de 40% dos lucros da Petrobrás são transferidos acionistas no Exterior.

O mito da “Petrobrás quebrada” tem grande poder político, uma vez que a ideia — falsa — de que a empresa está falida pode ser atribuída a Lula, Dilma e o PT.

Quem vai pagar a conta, a médio e longo prazos? Os consumidores brasileiros de petróleo, gás natural e derivados.

Trata-se de transferência de renda na veia de brasileiros para investidores estrangeiros — no caso dos gasodutos, repetimos, da França, Bélgica, Canadá, China e Cingapura.

Durante a fala da advogada Raquel Sousa, ela se refere ao princípio do ship-or-pay, ou seja, contratos em que você paga aluguel pelo gasoduto mesmo quando nada está sendo transportado nele.

A Petrobrás, que construiu em parte com dinheiro público a rede de gasodutos, impôs a si própria o ship-or-pay! (Do Vi o Mundo)



Carta Campinas

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