Queiroz sambando no Albert Einstein em sua última aparição pública (Reprodução)

Por Plinio Teodoro

Protagonista do primeiro grande escândalo do governo Jair Bolsonaro – que começou antes mesmo da posse presidencial -, o ex-PM Fabrício Queiroz voa há seis meses em céu de brigadeiro, bem longe dos holofotes que hoje estão focados nos 39 quilos de cocaína que o militar da Força Aérea Brasileira (FAB) traficava dentro de um avião da comitiva presidencial, estrelando a mais recentes das inúmeras crises que decolaram após a chegada do capitão da reserva ao poder.

Com ligação estreita com a milícia de Rio das Pedras – a mesma relacionada ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes -, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro deu as caras pela última vez no dia 26 de dezembro de 2018, na entrevista ensaiada para o SBT, em que “explica” a movimentação milionária detectada em suas contas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como fruto da compra e venda de carros – os chamados “rolos”, como classificou o próprio Jair Bolsonaro.

O “cara de negócios”, como se definiu na conversa com a jornalista Débora Bergamasco – ex-IstoÉ, autora da famosa capa que chamava Dilma Rousseff de “descontrolada” e “fora de si” em 2016 – só voltou a aparecer mais uma vez depois disso: nas redes sociais em um vídeo em que aparece sambando no que seria seu pré-operatório no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Depois de sambar nas redes, Queiroz parece ter seguido o plano de voo da família Bolsonaro e sumiu do radar da mídia e da Justiça – onde o ex-patrão Flávio briga para anular o processo.

Entre tantas crises expostas na cúpula do governo no primeiro semestre, muito já se viu das intenções de Bolsonaro – e até mesmo 39 quilos de cocaína no avião da comitiva presidencial apareceram. Enquanto isso, o antigo braço direito do clã segue à deriva.


Revista Fórum

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