A revista Veja iniciou nesta sexta-feira (28) a publicação de matérias resultantes das mensagens vazadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores da força tarefa lava jato. A base são as conversas obtidas pelo Site The Intercept.

Segundo a revista, a mais comprometedora exposta até o momento é a que mostra Moro passando ao procurador Deltan Dallagnol a dica de duas testemunhas que teriam informações relevantes sobre negócios envolvendo a família do ex-presidente Lula.

Seguindo a orientação do ex-juiz, Dalla­gnol procurou as pessoas citadas, mas elas teriam se recusado a colaborar. Em resposta a Moro, o procurador sugeriu se forjasse uma denúncia anônima para justificar a expedição de uma intimação que obrigasse as testemunhas a depor no Ministério Público.


Veja o diálogo:


Moro fala para Dallagnol a informação de que uma pessoa fora instada “a lavrar escrituras de transferências de propriedade de um dos filhos do ex-­presidente”. “Seriam dezenas de imóveis”, segundo Moro.

Durante o governo do petista, pipocaram na internet inúmeros boatos sobre supostos negócios imobiliários envolvendo a família Lula. Pela primeira vez, havia uma testemunha real.

Vinte e quatro minutos depois da mensagem, Dalla­gnol escreve que tentou fazer contato com o técnico em contabilidade, mas a testemunha “arriou”, “disse que não tem nada a falar” e, “quando dei uma pressionada”, relata o procurador, “desligou na minha cara”.

Logo depois de tentar, sem sucesso, falar com a testemunha, Dalla­­gnol diz a Sergio Moro que estava pensando em intimar o técnico em contabilidade, se necessário, “até com base em notícia apócrifa”.

Moro concorda em formalizar a intimação, mas não fica claro se ele avalizou a ideia de forjar a denúncia.

Ou seja, Moro não era, na prática, o juiz do caso. Era o chefe da acusação em um processo sem juiz.

As informações são da Veja e do Intercept.




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