O material não permite constatar o contexto e a veracidade do conteúdo. Os integrantes da força-tarefa pautam suas ações pessoais e profissionais pela ética e pela legalidade. A investigação, o pedido, a decisão e a execução de buscas e apreensões demandam semanas ou meses o que torna indigna de credibilidade a suposta mensagem.

A resposta acima foi dada pela Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba sobre as revelações de que Deltan Dallagnol teria pedido que ações contra o então senador eleito Jaques Wagner fossem aceleradas, entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2018.

Um dos cálculos políticos do procurador para fazer o pedido pode ter sido o de que, em caso de vitória de Fernando Haddad, Wagner teria cargo fundamental num governo petista.

Por sua experiência política, o ex-governador baiano seria para Haddad o que Lula no governo representaria para Dilma.

O ex-presidente, como se sabe, foi impedido por Gilmar Mendes de assumir o cargo de chefe da Casa Civil de Dilma, um fato chave para selar o impeachment da petista.

A Lava Jato insiste em questionar os vazamentos, mas reportagem da revista Veja que está nas bancas, com material do Intercept Brasil, vai em sentido contrário.

A revista direitista de São Paulo encontrou duas testemunhas citadas em diálogo-chave entre o então juiz federal Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

Em seu afã para condenar o ex-presidente Lula no caso do tríplex de Guarujá, Moro chegou a sugerir uma testemunha contra o ex-presidente ao MPF.

Pediu a Dallagnol, por escrito, que procurasse um homem que teria informações bomba sobre os negócios de um dos filhos de Lula.

De acordo com a Veja, este homem é o técnico em contabilidade Nilton Aparecido Alves.

“Não sei por que meu nome está nessa história. Alguém deve ter falado alguma coisa errada”, disse Nilton à revista, sem confirmar se deu ou não depoimento formal ou informal ao Ministério Público.

De acordo com o que Dallagnol relatou a Moro, em resposta, Nilton teria voltado atrás na decisão de contar tudo.

O procurador chegou a sugerir ao juiz que poderia, “criando” uma notícia anônima, convocar Nilton a depor forçosamente — com o que, incrivelmente, Moro concordou.

A segunda testemunha localizada pela Veja é o empresário Mário César Neves, que reforçou a tese de que o MPF foi atrás da testemunha sugerida por Moro.

Neves confirmou ter sido o intermediário através do qual o MPF chegou ao técnico em contabilidade:

“O pessoal do Ministério Público me ligou, não sei mais o nome da pessoa, mas ela queria saber quem era o Nilton, que serviços ele prestava e como poderia encontrá-lo. Eu soube que o Nilton foi chamado para prestar depoimento logo depois dessa ligação para mim”, afirmou o empresário à revista.



Viomundo

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