FOTO: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL)

Assessor teria arrecadado recursos do fundo eleitoral para candidaturas falsas e os repassado de volta para o PSL

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira 27, um assessor do ministro do Turismo acusado de estar envolvido em indicações de falsas candidatas para desviar recursos nas eleições. As informações são do G1.

A investigação aponta que o partido lançou candidaturas de mulheres exclusivamente para arrecadar dinheiro do fundo eleitoral (que é público), suprindo a cota de 30% de mulheres e direcionando a quantia de volta para o partido depois. O ministro Marcelo Álvaro Antônio, que está à frente da pasta do Turismo, era presidente do PSL em Minas nas eleições de 2018.

Além do assessor Mateus Von Rondon, que teve a empresa relacionada na prestação de contas das campanhas falsas, a reportagem relatou que também foi preso um dos coordenadores da campanha do atual ministro à Câmara dos Deputados em 2018, Roberto Silva Soares. Conhecido como Robertinho, ele é suspeito de negociar as devoluções das quantias do fundo eleitoral e é o atual primeiro-secretário do diretório do PSL em MG.

Em fevereiro, uma denúncia do jornal Folha de S. Paulo apontou que Marcelo direcionou R$ 279 mil a quatro candidatas que não tiveram campanha e nem votação relevante, o que levantou a suspeita de serem laranjas.

Na época, pelo menos uma das candidatas envolvidas no esquema mineiro relatou que o ministro Alvaro Antonio, então candidato a deputado federal, pediu a devolução de parte da verba recebida. Em depoimento ao Ministério Público Eleitoral, Adriana Borges disse que tomou um susto com a “proposta indecente” do assessor dele: receberia 100 mil, mas teria de devolver 90 mil e ainda emitir 9 cheques em branco.


Carta Capital

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