Por Aluísio Arruda*

Os EUA que há muito detém o domínio de quase todo o planeta, após sérios reveses no Vietnan e outras frente de guerra, vem mudando e aperfeiçoando sua tática. O novo manual de guerra, National Defense Strategy, concebido para melhorar a capacidade das forças armadas dos EUA, se chama guerra hibrida. Já foi aplicado com sucesso na Ucrânia, foi decisivo na viabilização do Brexit, na Inglaterra, sofreu reveses na Síria e está tendo dificuldade na Venezuela, mas obteve grande sucesso no Brasil.

E como funciona este novo tipo de guerra, chamado hibrida?

As sociedades no sistema capitalista - formadas por classes - são antagônicas, seu modo de viver e pensar são diferentes e até incompatíveis. A guerra híbrida ou cyberguerra, trabalha em cima dessas contradições utilizando estratégia militar que mescla táticas de guerra política com métodos de influência como fake news, diplomacia, lawfare (lei usada como arma) e intervenção externa.

Os EUA, através de agências especializadas e sofisticadas comandadas por experts (ou canalhas tipo Steve Bannon), passam a estudar as contradições da sociedade nos países-alvos e através desses dados passam a atuar (em parceria com traidores da mesma laia), com objetivo claro de desestabilizar e implodir internamente aquele país, barrar os avanços sociais e tecnológicos, destruir empresas concorrentes e sugar suas riquezas.

Através de robôs sofisticados emitem milhões de fake News para formar opinião de forma radical de uma classe contra outra; da elite associada à classe média e parcelas de pobres contra o restante da população. Um dos objetivos principais para o êxito do agressor é a desmoralização completa das Instituições do país vítima; do Congresso (da classe política), do Judiciário (STF). Feito isso, é a hora do golpe, derrubar o governo legitimamente eleito e colocar no seu lugar um preposto, de preferência um pau mandado, imbecil e capacho.

Assim, vencida a guerra, partem rapidamente para modificar radicalmente as leis a seu favor, promovendo reformas (ou desmonte) das leis trabalhistas, previdenciária, tributária, política e outras. Ao mesmo tempo uma privatização em massa, (ou roubo descarado das riquezas) das empresas das áreas do petróleo, energia, mineração e outras. Os cortes, chamados de “ajustes fiscais”, tem não só a finalidade de garantir o recebimento dos juros da dívida pública, mas principalmente inviabilizar o desenvolvimento do país, rebaixando o nível de educação, sucateando as universidades principalmente aquelas que elaboram significativas pesquisas, tudo para eliminar mais um possível concorrente.

Para garantir o poder sob seu controle e apoio expressivo da parcela politicamente mais atrasada da população continuam estimulando o ódio entre as classes, intensificam as fake News, (no nosso caso, brasileiros odiando brasileiros), partem para armar os seus aliados, principalmente a milícia, a elite do campo e fanáticos. Por outro lado, perseguem de modo implacável quem ouse se opor, taxando a todos como inimigos da Pátria, como comunistas, e outras acusações infundadas. Por último ameaçam impor o estado de exceção, uma ditadura fascista, ou mesmo uma guerra civil.

Alguém, isento de fanatismo, duvida que o Brasil é vítima de uma guerra hibrida, que a Venezuela, embora resistindo, pode ser a próxima? Entre no Google e pesquise o que significa guerra híbrida, ou cyberguerra.

Permitam-me, em nome da democracia, da paz, da prosperidade, pelo bem do nosso país e de todos os compatriotas, sugerir que façamos uma reflexão, examinando tudo que tem ocorrido, e principalmente o que estamos ganhando em odiar uns aos outros, enquanto exploradores contumazes aliados a traidores, travam o crescimento, impõe o desemprego, a violência, a fome e assaltam sem pudor as riquezas do Brasil.




*Aluisio Arruda é jornalista, arquiteto e urbanista.




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