Isaac Ortiz, presidente da UGEIRM. (Foto: Giulia Cassol/Sul21)

Policiais civis realizaram nesta terça-feira (25), em Porto Alegre, um protesto em frente ao Palácio da Polícia contra a proposta de Reforma da Previdência encaminhada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso Nacional. A atividade fez parte de uma jornada nacional de mobilização, o Dia D – Dia de Defesa das Polícias -, promovida por servidores de várias categorias da área da segurança.

“Servidores da Polícia Civil, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, agentes penitenciários e guardas municipais foram jogados para dentro dessa reforma de uma maneira muito brutal e cruel. Essa reforma destrói a carreira policial, termina com as promoções, com a aposentadoria e com a proteção dessas famílias”, disse Isaac Ortiz, presidente da UGEIRM – Sindicato dos Agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Ortiz criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro, apontando uma incoerência entre o discurso utilizado na campanha eleitoral de 2018 e a prática no governo:

“Bolsonaro, que se elegeu fazendo arminha e falando de segurança pública, não reconheceu a atividade específica de segurança pública dessas categorias. Ele mentiu para a população. A prioridade dele não é segurança pública. Se fosse, teria pelo menos reconhecido o trabalho dessas polícias que fazem um trabalho muito grande pelo Brasil inteiro. Como oficial do Exército aposentado aos 34 anos, ele protegeu a pensão dele e da família dele e se esqueceu das nossas famílias. Se essa reforma passar, a família policial ficará desprotegida”, afirmou o presidente do sindicato.

Policiais civis montaram um acampamento em frente ao Palácio da Polícia, em Porto Alegre. (Foto: Ugeirm/Divulgação)

Ortiz definiu a proposta de reforma da Previdência defendida por Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, como uma “picaretagem”. “Ela atinge o trabalhador mais humilde e a gente sabe para onde vai esse dinheiro”, assinalou. Os policiais abriram um canal de diálogo no Congresso Nacional por meio da União das Polícias do Brasil (UPB) para apresentar emendas que protejam as suas categorias.

“Essa reforma não é boa para ninguém, não é só para as polícias. Se ela fosse tão boa, as Forças Armadas seriam incluídas nela. A população está sendo enrolada, principalmente a população mais carente. Não há um contraponto na grande mídia ao que está sendo proposto. A desconstitucionalização e o regime de capitalização representam um desastre para a população que levarão o povo à miséria. Tem muito empresário apoiando essa reforma que, se ela for aprovada, terá que fechar as portas de suas lojas. Aquele aposentado que eles querem ferrar compram em suas lojas. Eu participei de um debate em Santiago, onde só os aposentados rurais injetam no município R$ 14 milhões por mês. Se ferrar esse cara, quantas lojas vão sobreviver?” – questionou ainda Isaac Ortiz.





Sul 21

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