O Supremo Tribunal Federal (STF) mostrou mais uma vez que a esquerda não pode colocar suas esperanças nas instituições golpistas, se quer libertar Lula. Mais uma vez, o julgamento do Habeas Corpus de Lula foi adiado. Desta vez, só deverão julgá-lo depois do recesso, em agosto.

A crise dos golpistas é gigantesca. O governo Bolsonaro não consegue consenso dentro da burguesia, e intensas mobilizações populares marcaram o início de seu governo. A grande insatisfação popular com o presidente já podia ser percebida com o Carnaval, quando ecoou em todo país gritos contra ele.

Agora, o governo se encontra em seu maior escândalo. O atual ministro da justiça do governo, Sérgio Moro, que representa a pauta “contra a corrupção” dos coxinhas, está envolvido em um escândalo grotesco. Quando juiz da Lava Jato, conspirou junto aos procuradores (acusação) desta operação, para prender opositores políticos – mesmo sem provas.

Desta forma, a principal feito de sua carreira, a prisão de Lula, não passa de uma farsa. Uma perseguição política, que um juiz (sendo parte imparcial dos processos) nunca deveria ter realizado. A perseguição já era do conhecimento de todos, pois os processos contra Lula foram escandaloso. Porém, agora ficou comprovado com as informações vazadas, e divulgadas pelo jornal The Intercept.

Diante da crise, que voltou a ter Lula no centro da questão, os golpistas do STF decidiram adiar mais uma vez o julgamento do Habeas Corpus do ex-presidente. A situação está muito quente para julgar algo de tamanha envergadura que coloca em uma situação delicada toda a operação golpista montada durante anos.

A crise da burguesia se revela inclusive com uma oposição à Lava Jato dentro da própria burguesia, que ficou explícita com a votação no STF. Setores da burguesia estavam dispostos a libertar Lula para barrar a operação, que está atingido grupos políticos importantes da burguesia brasileira, para favorecer a dominação política do imperialismo no país.

Por isso, não é momento de para com as mobilizações. É preciso intensificá-la, sem colocar nenhuma esperança nas instituições golpistas da burguesia, que são uma verdadeira caixa preta.

A única garantia para a liberdade de Lula é a mobilização permanente, a denúncia intensa do golpe e da fraude que prendeu Lula. Sair às ruas e exigir a anulação de todos os processos – mas também das eleições, da qual Bolsonaro só foi vitorioso por conta da fraude que tirou Lula das eleições. Nesse sentido, as palavras de ordem Fora Bolsonaro, Eleições Gerais, Liberdade para Lula e anulação de todos os processos da Lava Jato são complementares. E é em torno disso que a luta contra o golpe deve se dirigir.


Diário Causa Operária

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