Sérgio Fernando Moro (Imagem: Captura de tela)




Kiko Nogueira, DCM



Dois dias depois, Sergio Moro finalmente se manifestou sobre o fuzilamento de Evaldo Rosa dos Santos, que seguia com a família para um chá de bebê.

Foi no programa do Bial.



O carro ainda levava o sogro de Evaldo, Sérgio Araújo, e, no banco de trás, sua mulher Luciana, o filho de 7 anos, e uma amiga.

Evaldo, de 51 anos, morreu antes que pudesse ser socorrido.
Oitenta disparos foram contabilizados.

“Eles não fizeram nada, eles ficaram de deboche. Perdi meu amigo, meu melhor amigo”, falou sua mulher aos jornalistas.

A Polícia Civil informou que, duas horas antes, um homem registrou na delegacia de Guadalupe que foi assaltado por ladrões que estavam num carro branco.

Segundo o delegado Leonardo Salgado, da Delegacia de Homicídios, “tudo indica” que os oficiais confundiram o veículo com o dos criminosos.

Dez foram presos. Amanhã estarão soltos. Serão julgados na Justiça Militar.

Moro não se solidarizou com os familiares, não foi firme com os assassinos, não defendeu que fosse para a Justiça comum, nada.

“Foi um incidente bastante trágico. É algo que pode acontecer”, conseguiu declarar.
Pode acontecer??

“De imediato, o Exército começou a apurar esse fato. Se houve ali um incidente injustificável em qualquer espécie, as pessoas têm que ser punidas”.
Se houve??

Mais: “Havendo uma situação de legítima defesa, se há o excesso, esse pode ser atenuado pela situação de violenta emoção. Mas não me parece o caso em questão”.

Ah, sim. Parece que não.

Faltou um adesivo escrito “shit happens”.

As propostas de Moro dão licença para matar.

O que vemos Brasil afora é um reflexo de uma política de segurança pública que pode se resumir num recado de “atire primeiro, pergunte depois” para o Estado.

O Brasil perdeu um mau juiz e ganhou mais um relações públicas da violência.

Assista ao vídeo:







Pragmatismo Político

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