O quadro político-econômico do Brasil está se agravando numa velocidade absurda.

Só quem não percebe - ou não quer perceber - é a turma do mercado que deseja um arrocho sobre a previdência dos trabalhadores, perdão total para as dívidas dos latifundiários e a chave da boca do caixa com o Banco Central independente.


Os quatro núcleos de poder em torno do Bolsonaro, expõem contradições internas, mas não sobre esse ultraliberalismo sob o qual ainda guardam e mantêm convergências.

Espero que a esquerda e centro-esquerda já estejam passando da fase de julgar tudo isso apenas uma maluquice.

Não, não é isso.

Temos em curso um projeto de poder que desmonta a ideia de nação e de civilização e namora com a barbárie e caminha de braços dados com o fascismo.

O caso do MEC, do Itamaraty e do Ministério da Cidadania são expressões mais claras dessas intenções, onde o fundamentalismo-religioso, apenas se move entre as igrejas, mais ou menos oportunistas e o poder político.

Há aí um projeto em curso.

Queiramos ou não. Gostemos ou não.

Diante desse quadro temos que reagir fortemente, em defesa da democracia, ou a situação irá piorar muito e rapidamente.

Muito do que era antes motivo de espanto, está se naturalizando, sem que as reações cresçam e segurem as aberrações.

Não cabe mais fragmentações e nem reações isoladas.

Alianças, frentes e/ou coalizões devem ser reorganizadas com alguma urgência, respeitando e garantindo a diversidade e os projetos de sociedade que os diferentes grupos possuem, no seio da complexa sociedade do Brasil contemporâneo.

Isoladamente e de forma fragmentada não será possível deter o projeto de desmonte em curso.
Reorganização, análise de conjuntura, articulação, direção e ações são urgentes e não apenas necessárias, mas imprescindíveis.

O Brasil precisa de nós!



Blog do Roberto Moraes

Faça um comentário

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem