Como era fácil de intuir, a certeza da votação, amanhã, do projeto da Previdência já se foi.

A revelação, ontem, pela Folha de que o Paulo Guedes decretou sigilo sobre as contas que embasaram a proposta de Emenda Constitucional “melou” o acordo que se desenhava entre o governo e o “Centrão”.

Tanto que o negociador do governo, Rogério Marinho, acenou com uma quebra deste sigilo “en privé”, na quinta-feira, apenas para os líderes partidários.

E Rodrigo Maia encampou a tese de que “votem, que depois eu te conto“.

É, evidentemente, um tapa na cara dos demais deputados, ao pretender que votem em algo que terá seus dados revelados dois dias depois.

A articulação parlamentar do Governo Bolsonaro é um modelo de insensatez.

Viu, e não aprendeu, que não irá aprovar as coisas a tapa.

Dificilmente aprenderá até amanhã.

Embora seja possível que os deputados aceitem o tapa como lição.


TIJOLAÇO

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