Como no mundo das máfias, das milícias, das sociedades secretas, das organizações criminosas em geral, o preço da ambição é a morte.

Quando estes grupos se instalam na política, a morte política, naturalmente.

Onde, modernamente, as Glock e as Beretta são o twitter, o facebook e o instagram.

Vera Rosa, no Estadão de hoje, trata das confissões de Jair Bolsonaro, em clima de vanglória, de como ele despacha o filho, Carlos, como “matador” dos que considera traidores.

Primeiro Gustavo Bebianno, marcado para morrer desde que “detonava todos os candidatos a vice [presidente] e agia como um “traidor” para ocupar o posto”, segundo a narrativa de senadores e de um deputado que viajaram com Bolsonaro para um encontro de pastores.

No “voo da queimação”, como ficou conhecida aquela viagem entre os passageiros, Bolsonaro lembrou que havia convidado o general em cima da hora para ser seu vice, no ano passado, porque tinha certeza de que o então presidente do PSL, Gustavo Bebianno, queria a vaga. A convicção vinha do fato de que todo político chamado na campanha para fazer dobradinha com ele era “fuzilado” no outro dia pelos jornais.

Marcado na paleta, como se diz no Sul, Bebiano resistiu apenas o tempo necessário para que Carluxo o detonasse no um projétil .twitter, chamando-o de “mentiroso”.

No mesmo vôo, Bolsonaro antecipava o que o filho faria esta semana, para atacar Mourão:

Descontraído, acima das nuvens, Bolsonaro apresentou ali vários problemas com o vice que, nove dias depois, apareceram nas redes sociais do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Ele não gostou, por exemplo, de Mourão ter aceitado fazer palestra no Wilson Center, nos EUA, no dia 9, após receber um convite dizendo que os primeiros cem dias do governo foram marcados por uma “paralisia política”.

No texto, a jornalista diz que “Generais próximos de Bolsonaro tentam pôr panos quentes na crise, mas, a portas fechadas, admitem que Carlos está “incontrolável”.

Não, ao contrário.

Mostram que Carlos é absolutamente controlado. Mata quem o pai manda matar politicamente, pela longa manus das redes sociais.





TIJOLAÇO

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