No dia 18 de abril de 1882 nascia, em Taubaté (SP), José Bento Monteiro Lobato, autor de literatura infanto-juvenil e também um dos grandes personagens da história recente do Brasil. Ele ficou conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis e também pelos contos, artigos, um livro exaltando o petróleo e o ferro no Brasil e seu único romance, “O Presidente Negro”. Entre suas obras mais conhecidas estão “Reinações de Narizinho” (1931), “Caçadas de Pedrinho” (1933) e “O Pica-pau Amarelo” (1939). Além de escritor, Monteiro Lobato também fazia ilustrações para jornais. Polêmico e árduo defensor das próprias ideias, em 1917, publicou o famoso artigo que criticava uma exposição da pintora Anita Malfatti. O texto, chamado "Paranoia ou Mistificação? , falava das influências dos “ismos”, como o futurismo, cubismo e surrealismo na arte de Malfatti que, apesar disso, tinha um "talento vigoroso, fora do comum". O escrito, contudo, não aprovava essa proximidade da artista com a cultura europeia. Com isso, Monteiro Lobato, de início, ganhou antipatia dos artistas ligados ao modernismo em São Paulo. Anos mais tarde, no entanto, ele faria as pazes com alguns representantes do movimento, como Mario de Andrade. Nos anos seguintes, Lobato publicou seus primeiros livros. Em "Urupês" (1918), ele deu vida a um dos seus mais conhecidos personagens, o Jeca Tatu. Sua criação gerou muita polêmica, já que traçava um retrato pouco elogiável do “caipira” como um sujeito preguiçoso, que simbolizava a miséria do campo no Brasil. Outros livros de sua fase inicial são "Cidades Mortas" (1919) e "Negrinha" (1920). Em 1927, Monteiro Lobato mudou-se para os Estados Unidos. Ficou lá até 1931 e enfrentou problemas com o seu livro "O Presidente Negro e o Choque de Raças", no qual contava a história da vitória de um candidato negro à presidência dos Estados Unidos. Apesar de não ter sido bem aceito nos Estados Unidos, sempre defendeu este país por conta do seu desenvolvimento, principalmente da infraestrutura. No seu retorno ao Brasil, em 1931, Monteiro Lobato defendeu com unhas e dentes um outro ideal: acreditava nas riquezas naturais do país e na produção de petróleo. Por conta disso, chegou a enviar uma carta ao presidente Getúlio Vargas, criticando o governo e foi preso. Em 1941, voltaria a ser preso pelo mesmo motivo. Esta luta pelo petróleo o deixou pobre e doente. Em 1948, Monteiro Lobato sofreu um derrame fatal, no dia 4 de julho, em São Paulo.


Imagem: Autor desconhecido [Domínio público], Wikimedia Commons



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