O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou ter formalizado a saída da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) nesta segunda-feira (15). O anúncio do Itamaraty expressa a nova política externa de alinhamento automático ao governo dos Estados Unidos e foi embalada pela ascensão de governos de direita na América Latina.

“O governo brasileiro abandonou, no dia de hoje, o Tratado Constitutivo da União de Nações Sul-Americanas, formalizando sua saída da organização. A decisão foi comunicada oficialmente ao governo do Equador, país depositário do acordo, e surtirá efeitos transcorridos seis meses a conta da data de hoje”, informou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado nesta segunda-feira (15/04).

De acordo com o tratado da Unasul, após formalizada a intenção de deixar o bloco, o processo de saída do Brasil deve ser concluído em seis meses.

O anúncio da saída do Brasil foi feito poucos dias depois que Argentina e Paraguai comunicaram que também deixariam a Unasul. Os primeiros países que formalizaram a saída do bloco foram Colômbia e Peru. O Equador seguiu os passos dos vizinhos pouco depois. Os únicos membros ainda ativos são Uruguai, Guiana, Bolívia, Suriname e Venezuela.

A decisão do governo brasileiro expressa a nova política externa de alinhamento automático ao governo dos Estados Unidos e foi embalada pela ascensão de governos de direita na América Latina.

O comunicado do Itamaraty também citou que o Brasil assinou, em 22 de março último, um documento no qual mostrou a intenção de constituir o Fórum para o Progresso da América do Sul (Prosul), em substituição à Unasul. Também se comprometeram com o novo fórum de desenvolvimento e integração regional Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru.

*Com informações da Deutsche Welle




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