A Gestapo (Geheime Staatspolizei ou "Polícia Secreta do Estado") foi fundada em 26 de abril de 1933, na Alemanha. Ela servia para intimidar, perseguir e punir os adversários dos nazistas. Essa força policial funcionava sem tribunal, decidindo ela mesma as sanções que deveriam ser aplicadas aos suspeitos. Tornou-se célebre pelo terror implacável de seus métodos.

A força foi criada por Hermann Göring, líder do partido nazista. Ela combinava as várias agências policiais de segurança da Prússia em uma única organização. A partir de 1934, passou a ficar sob o comando de Heinrich Himmler, líder da SS (Schutzstaffel ou "Tropa de Proteção"). Em 1936, Himmler foi nomeado Chefe da Polícia Alemã por Adolf Hitler.

As forças da Gestapo eram a garantia do completo domínio da população pelo partido nazista. Sem direito a julgamento, os "inimigos do Estado" eram executados ou enviados para campos de concentração. Seus principais alvos eram comunistas, social-democratas, liberais e, mais tarde, os judeus. Os prisioneiros eram submetidos a tratamentos brutais.

A polícia secreta nazista tinha relativamente poucos membros e dependia muito de denúncias de informantes entre a população civil. Além da Alemanha, a Gestapo também atuou nos territórios ocupados pelos nazistas. A força policial parecia onisciente e onipotente, gerando uma atmosfera de medo que servia para reprimir ainda mais qualquer dissidência.

Após a Segunda Guerra Mundial ter terminado, a Gestapo foi condenada como uma organização criminosa. Apesar disso, Heinrich Müller, seu último líder, nunca foi julgado. Ele desapareceu no fim do conflito.

Imagem: Heinrich Himmler e Hermann Göring em reunião da Gestapo; German Federal Archives, via Wikimedia Commons




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