IMAGEM DE SATÉLITE EXIBE EXTENSÃO DO TUFÃO QUE ATINGIRÁ FILIPINAS (FOTO: DIVULGAÇÃO/NASA)



Tempestades atingem diferentes regiões do mundo de modo simultâneo: entenda a diferença entre as denominações dos fenômenos


Temporada de destruição: enquanto o furacão Florence toca o solo nos Estados Unidos e provoca uma das maiores tempestades das últimas décadas no país, o tufãoMangkhut se aproxima das Filipinas com ventos de 255 km/h. A expectativa é que o fenômeno climático afete parte do Sudeste Asiático neste final de semana, com o potencial de causar inundações e destruição de casas por conta da força dos ventos.

Apesar das denominações diferentes, tufões, furacões e ciclones são iguais na prática. De acordo com a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), instituição do governo dos Estados Unidos que realiza o monitoramento dos fenômenos climáticos, as tempestades tropicais têm diferentes nomes de acordo com o local em que ocorrem: os furacões acontecem no oceano Atlântico e no nordeste do Pacífico; os tufões, no noroeste do Pacífico e os ciclones, no sul do Pacífico e no Índico. Ou seja, o nome depende exclusivamente da localização. Os tufões, por exemplo, costumam assolar as Filipinas, Japão, China e as Ilhas Marianas.


Mas eles são a mesma coisa? Basicamente, sim, trata-se do mesmo fenômeno metereológico. São tempestades que se formam sobre águas quentes e têm ventos acima de 119 quilômetros por hora. Além da localização, cada um deles tem a sua “temporada”, período no qual as condições metereológicas são mais propícias para que aconteçam. Os furacões costumam visitar o Atlântico entre junho e novembro, quase a mesma época em que os tufões assolam o noroeste do Pacífico. Entre abril e dezembro, os ciclones aparecem no norte do oceano Índico. Mas esses fenômenos podem ocorrem em qualquer mês do ano.

Alguns lugares do mundo sofrem bastante com esses eventos extremos e as Filipinas são um país especialmente suscetível a tufões por vários motivos. Estar na parte oeste do Pacífico o deixa exposto a várias tempestades tropicais, que se proliferam a partir da grande massa de água quente do oceano. Como é formada por milhares de ilhas, há pouca proteção quando as tempestades chegam do mar. Todo ano, nove tempestades tropicais atingem o país.
REGISTRO DO FURACÃO FLORENCE (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Nascidos nos oceanos tropicais, esses fenôenos são formados quando a água do mar esquenta e converte-se em ar quente, formando nuvens de tempestade. Por conta da diminuição da pressão do ar nessa região, a velocidade dos ventos na área aumenta – sua forma circular se deve ao processo de rotação da Terra.

Com a água quente do oceano retroalimentando-os, furacões e tufões ganham força e podem prosseguir até terra firme, quando começa a perder energia pela falta de água.

Nesta semana, a NOAA divulgou um vídeo com um de seus aviões sobrevoando as nuvens em direção ao olho do furacão Florence. Ao chegar no território norte-americano, os ventos do Florence atingem velocidade de 130 km/h e são acompanhados de chuvas torrenciais que já causam alagamentos.

Veja o voo do avião em meio às nuvens do furacão:

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