A revista norte-americana Time fez um artigo sobre o candidato Jair Bolsonaro. Seguem trechos:

Na parede do escritório de Jair Bolsonaro, em um anexo do Congresso brasileiros, estão cinco retratos preto-e-branco desbotados. São memórias de uma época que muitos brasileiros prefeririam esquecer, quando generais militares governaram o país de 1964 até 1985. O custo desses governos foi sequestro, tortura e execuções secretas.

Bolsonaro, o principal candidato de fato para as eleições presidenciais brasileiras, que começa em 7 de outubro, é o principal defensor daquela época. Ele fez uma carreira elogiando seus abusos e – por uma década após o retorno da democracia em 1989 – pedindo sua reintegração. Hoje ele se orgulha de seu apoio ao regime que serviu como capitão do exército.

Agora, com o Brasil atolado em uma profunda crise política que deixou muitos cidadãos desesperados com seus líderes, o congressista do Rio de Janeiro – que foi uma figura marginal – diz que só ele pode resolver os problemas da maior nação da América Latina e ser confiável para proteger sua democracia juvenil. Uma parcela crescente de brasileiros está disposta a aproveitar essa oportunidade.

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Trump pode ser politicamente incorreto, mas Bolsonaro vai muito além. Somente em entrevista, ele defendeu a possibilidade de violência do Estado feita de maneira desenfreada; homossexualidade comparada com pedofilia; e defendeu o ditador chileno Augusto Pinochet, cujos capangas estupraram mulheres com cães, assim como o presidente filipino Rodrigo Duterte, que se gabava de matar pessoalmente suspeitos de crimes.

Ele tem uma longa história de investidas contra gays, minorias raciais e mulheres. Em 2014, ele disse a uma congressista: “Eu não iria te estuprar porque você não merece isso”. No entanto, depois de passar décadas no deserto político, o candidato do Partido Social Liberal de direita está sendo cortejado como um jogador sério. em Brasília, e é festejado por milhares de pessoas na estrada.

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Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/YouTube


DCM

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