Enquanto na França, no século XVIII surgia o conceito de escola pública e a ideia do acesso generalizado ao ensino, mesmo que por segmentos sociais, como forma de criar o cidadão francês, nos moldes desejados pelo governo da época, aqui, em pleno século XXI, nasce um partido chamado Novo que prega, justamente, o fim da escola pública.

Na cabeça “maravilhosa” desses empresários, incluindo o banco Itaú, a escola pública está falida por que os professores têm muitos privilégios, não dão aula e pedem muitas dispensas por doença. Qual a solução para essa constatação pateta? Extinguir a escola pública e criar uma especie de vaucher para que o estudante possa estudar em escolas particulares com a mensalidade paga pelo estado. Achou bom?

Pois é, o problema é que esse plano simplesmente criou a maior evasão escolar da história no Chile. Por lá, assim que Michele Bachelet deu lugar a um presidente neoliberal e banqueiro, a extinção das escolas públicas e aplicação do vaucher, nos mesmos moldes defendidos pelo Partido Novo, não levou em conta a capacidade de absorção da demanda de estudantes pelas escolas particulares, o que criou uma grande crise de vagas. Foi disso que nasceu a forte evasão escolar inédita no Chile.

O programa de governo para a educação tem, na verdade, o objetivo que seria criar uma monstruosidade de vagas para instituições como as do homem mais rico do Brasil, que atua na área do comércio de ensino, Jorge Paulo Lemann, além do ramo das bebidas, sendo dono da maior cervejaria do mundo, a Ambev. Note, seria o paraíso, vagas ocupadas e pagas com o estado, sempre em dia e com inadimplência zero. Seria a estatização do risco inerente ao mercado capitalista e a socialização do prejuízo do setor. Veja os trechos do programa do Partido Novo.



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