“O atual reitor e seu chefe de gabinete estão ameaçados com oito meses de prisão por não terem reprimido manifestações de denúncia ao abuso de autoridade policial que levou à morte do então reitor Luiz Carlos Cancellier”, diz o professor


O professor Luis Felipe Miguel, da Universidade de Brasília (UnB), postou um texto em sua página no Facebook, no qual faz uma convocação nacional contra mais uma atitude arbitrária contra integrantes da direção da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Miguel foi o idealizador do primeiro curso sobre o golpe de 2016.

Na sexta-feira (24), o Ministério Público Federal denunciou à Justiça o reitor da UFSC, Ubaldo Cesar Balthasar, e o chefe de gabinete da reitoria, Áureo Mafra de Moraes. A alegação é que ambos “ofenderem a honra funcional” da delegada da Polícia Federal Érika Mialik Marena.

Érika foi responsável pela Operação Ouvidos Moucos, da PF, que acusou o ex-reitor Luis Carlos Cancellier de participar de desvios de R$ 80 milhões da UFSC e mandou prendê-lo. Em consequência da humilhação e da injustiça que sofreu, Cancellier acabou se suicidando, no dia 2 de outubro de 2017.

Acompanhe o texto do professor Luis Felipe Miguel:

Mobilização nacional contra o arbítrio na UFSC

Uma vez que a situação é emergencial e não dá tempo para uma ação mais articulada, propomos que, na semana que vem, todos os professores das universidades brasileiras dediquem 15 minutos no início de suas aulas para expor, denunciar e discutir a escalada do arbítrio na Universidade Federal de Santa Catarina.

Lá, o atual reitor e seu chefe de gabinete estão ameaçados com oito meses de prisão por não terem reprimido manifestações de denúncia ao abuso de autoridade policial que levou à morte do então reitor Luiz Carlos Cancellier. Precisamos nos mobilizar em defesa da liberdade de expressão e da autonomia universitária.


Revista Fórum

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