O único plano que restou ao conservadorismo brasileiro é o da fraude.

Não apenas o da fraude que significa tirar da eleição aquele que é franco favorito para vence-las, mas tirar do povo brasileiro o direito de escolher livremente, com informação sobre quem, no caso de impedimento de Lula, é o seu candidato.

Ontem, o estranho casal Jair Bolsonaro e Marina Silva deram uma prova disso.

Ele, no Rio, e ela, em Recife, deram declarações protestando contra o nome de Lula – que é candidato, enquanto não se decidir o contrário – estar presente em pesquisas eleitorais.

Marina acha que manter Lula entre os nomes pesquisados “fragiliza o processo de decisão dos eleitores”.

Bolsonaro, menos teórico, fala que “o cenário com o Lula não existe. Vamos respeitar as leis. Está errado botar o Lula lá, ele está condenado em segunda instância”.

É mais do que querer criar um cenário ilusório, a velha história de tirar o sofá da sala.

Trata-se da confissão – no caso de Bolsonaro, um pleonasmo – de seu autoritarismo: é preciso “poupar” o povo de uma escolha, apenas porque a escolha não lhes convém.

O ex-capitão age assim para se afirmar ainda mais como o “anti-Lula”, ajudado na tarefa pela falta de “punch” de Geraldo Alckmin.

Marina Silva, porém, faz-se um estrago com o ódio a Lula que lhe escorre por toda parte. Suas parquíssimas esperanças se resumem em, impedido o ex-presidente, atrair parte de seu eleitorado pelo seu já distante e esquecido passado de personagem popular.

É, porém, da natureza do escorpião brandir o ferrão peçonhento ainda que isso custe a sua própria vida.


TIJOLAÇO

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