DENÚNCIAS CONTRA MORO SERÃO ANALISADAS NA DIREÇÃO DIAS TOFFOLI: Cármen Lúcia protegeu e não pautou. – Fábio St Rios





Todas as denúncias e processos por falha de juízes no exercício da função são julgados por outros juízes no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que, no máximo, condenam o sujeito à aposentadoria mantendo o salário de marajá mas, ao menos perde o poder e no caso de Moro, cai no ostracismo. Quem pauta e dirige os “julgamentos”, bem como as denúncias, é o presidente do CNJ que é também, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).


Como Cármen Lúcia sempre empurrou as análises das denúncias contra Sérgio Moro no CNJ, retirando da pauta ou nunca pautando os processos contra o Super Juiz, Moro jamais foi julgado. Portanto, até a denúncia da escuta presidencial vazada com os diálogos entre Lula e Dilma (presidente da República na época), nunca foi julgado.

Com a saída de Cármen Lúcia da presidência do STF para a entrada de Dias Toffoli, esse cenário pode mudar.


Moro, além de tudo, escolheu a pior hora para meter o bedelho no habeas corpus concedido a José Dirceu por Toffoli. Na semana passada, Moro decidiu aplicar medidas cautelares sobre a liberdade concedida por Toffoli, no julgamento do HC na segunda turma do STF. Ou seja, como no domingo, tentou ser maior que o STF e não se deu bem, já que Toffoli derrubou a decisão de Moro, afirmando não caber esse tipo intromissão a uma decisão do Supremo.

A afronta a Dias Toffoli pode custar caro no CNJ e nos mais de 8 acusações contra o juiz que serão julgados quando mudar a presidência do STF e do Conselho, na segunda quinzena de agosto.
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