Cientistas preveem catástrofe ecológica no mar Báltico





Cientistas alemãs e finlandesas estimaram que zonas do mar Báltico, em que não há oxigênio, estão aumentando consideravelmente e já atingiram uma área total de 70 quilômetros quadrados.


A pesquisa foi publicada na revista Biogeoscience.


Os especialistas estudaram dois núcleos sedimentares de quatro metros extraídos do fundo do mar do arquipélago – partes das águas bálticas entre o golfo de Bótnia e o golfo da Finlândia. Descobriu-se que a taxa de perda de oxigênio no mar Báltico aumentou significativamente nos últimos cem anos.

Além disso, as chamadas zonas mortas foram deixadas por quase todas as espécies da fauna marinha, incluindo moluscos e anelídeos.

Segundo os pesquisadores, o principal motivo é o despejo de lixo doméstico, industrial e agrícola nos afluentes. Esses materiais descartados contêm uma grande quantidade de nutrientes como nitrogênio e fósforo, que aceleram a multiplicação das algas.

As algas mortas se sedimentam no fundo do mar e são processadas por bactérias que consomem ativamente o oxigênio e, portanto, o mar gradualmente perde o teor de oxigenação.

Os cientistas acreditam que é possível retardar esse processo se as emissões de poluentes forem reduzidas. Neste caso, a restauração de algumas áreas pode levar décadas devido ao fato de que as algas se multiplicam também com nitrogênio da atmosfera.

FOTO: © Sputnik / Vladimir Fedorenko

Sputnik Brasil