O advogado e professor da PUC Rafael Valim considerou que os fatos posteriores que cercaram a decisão desembargador Rogério Favreto, que determinou neste domingo (8) a soltura do ex-presidente Lula, sepultaram o sistema de justiça brasileiro.



Beto Nocit/Cerrado Fotografia
    
"Foi o sepultamento definitivo do sistema de justiça brasileiro. Se podemos tirar algo de bom desta história é que a exceção jurisdicional está cristalina, óbvia, evidente!", afirmou o professor, enfatizando que, "a partir de hoje, nem a leigos é possível conceder mais o benefício da dúvida ou da ignorância".


Valim ironizou a postura da intervenção do Juiz Sérgio Moro que de férias e portanto sem jurisdição para atuar no caso, interviu na decisão para impedir a soltura de Lula, seu preso de estimação.

"Desejo que, a partir de agora, todas advogadas e todos advogados recebam o mesmo tratamento "vip" do Poder Judiciário. As ações urgentes encerrarão as férias de juízes preocupados com a justiça e os direitos humanos. O Presidente do Tribunal também trabalhará aos domingos, resolvendo de imediato questões processuais importantes!", disse Valim.


A advogado de defesa do ex-presidente Lula também salientou o ineditismo da postura de Moro. "É incompatível com a atuação de um juiz agir estrategicamente para impedir a soltura de um jurisdicionado privado de sua liberdade por força de execução antecipada da pena que afronta ao Texto Constitucional", disse.

Para Rafael Valim, só a mobilização popular pode resolver essa situação. "Goste ou não de Lula, é fora de dúvida que ele, assim como a Constituição de 1988, estão sequestrados por uma parcela considerável de nosso sistema de justiça", salientou.


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