Díaz-Canel completa 58 anos no dia 20 de abril e já ocupou diversos cargos na direção do país; Raúl permanece como secretário-geral do Partido Comunista de Cuba


Miguel Díaz-Canel foi eleito nesta nesta quinta (19/04) o novo líder do país em substituição a Raúl Castro, que deixa o poder após cumprir dois mandatos no cargo.


Díaz-Canel foi eleito pela Assembleia, órgão legislativo cujos deputados, escolhidos pela população, tomaram posse na quarta (18/04). A Assembleia é a responsável por eleger, por sua vez, o Conselho de Estado, o organismo diretivo do país.

O Conselho é formado por 31 deputados – e o presidente do órgão, eleito pela assembleia, se torna, também, presidente do país. Além dele, fazem parte do conselho um primeiro-vice-presidente, mais cinco vices, um secretário e mais 23 deputados. Díaz-Canel ocupava, até ontem, o cargo de primeiro-vice-presidente.

O agora ex-presidente Raúl Castro, no entanto, continuará como secretário-geral do Partido Comunista de Cuba, cargo que ocupa desde 2011 e no qual deve ficar até 2021.

Assembleia Nacional Díaz-Canel foi eleito nesta quarta-feira (18/04) novo presidente de Cuba

A eleição de Díaz-Canel acontece em um dia simbólico para o pais: este 19 de abril marca o 57º aniversário da vitória na tentativa de invasão da baía dos Porcos, ocasião em que um grupo paramilitar treinado e armado pela CIA tentou invadir a ilha para derrubar Fidel Castro.

Quem é o novo presidente de Cuba


Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez, nascido em 1960, é engenheiro eletrônico de formação e professor universitário em Villa Clara. Desde 2003, faz parte do Birô Político do país. Ele é o primeiro dirigente cubano nascido após a Revolução de 1959 a atingir altos cargos na direção do país.

Em 2009, foi nomeado ministro da Educação Superior por Raúl Castro. Deixou o cargo para assumir a Primeira-Vice-Presidência do país, em 2012. Nesta sexta (20/04), ele completa 58 anos de idade.

O agora presidente já afirmou, em diversas oportunidades, que a mudança na direção do país significaria uma continuidade das políticas estabelecidas após a Revolução Cubana. "Sempre haverá presidente em Cuba defendendo a Revolução, e serão companheiros que sairão do povo", disse, em novembro.

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