Em retaliação ao posicionamento pela admissibilidade da denúncia contra Michel Temer, por crime de corrupção passiva, a direção do PMDB suspendeu, por 60 dias, os seis deputados federais do partido que votaram contra o governo, no último dia 2.


Agência Câmara

Em nota, a sigla, que é comandada pelo senador Romero Jucá (RR, disse que a decisão foi tomada por unanimidade na comissão executiva. Foram suspensos os deputados Celso Pansera (RJ), Jarbas Vasconcelos (PE), Laura Carneiro (RJ), Sérgio Zveiter (RJ), Veneziano Vital do Rego (PB) e Vitor Valim (CE).

O deputado Sérgio Zveiter, que foi o primeiro relator da denúncia na comissão, antes de Temer trocar 19 dos 40 integrantes da comissão por parlamentares contrários ao parecer, classificou a decisão como “ridícula e covarde”.

“Ridícula porque um partido que precisa usar de artifícios inescrupulosos para deputados votarem de uma forma ou de outra não tem condição moral de punir quem quer que seja. E covarde porque diziam que iam nos expulsar e agora vêm com a suspensão”, rebateu Zveiter em entrevista ao Jornal da Manhã.

“Eu não tenho cargo no governo, não costumo frequentar o Palácio de pires na mão pedindo alguma coisa. Aceitar passivamente qualquer tipo de punição não faz parte do meu calendário. Hoje examino o estatuto do PMDB para ver quais medidas posso adotar”, reforçou.

Antes da votação, diversas lideranças da legenda criticaram a ameaça de punição contra os que se posicionaram contra o governo. Entre ele, o senador Renan Calheiros (AL), que classificou a punição como é “tatuar deputados com a marca, com a ameaça, com a pressão, com o ferro do governo que aprofunda as dificuldades do país”.



Do Portal Vermelho, com informações de agências

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