O Globo


Manchete: Reação ao distritão já conta com 142 deputados

Parlamentares de 6 partidos criam frente para impedir aprovação de emenda

Líderes da Câmara querem incluir no texto da reforma política artigo que beneficia os que já têm mandato; rejeição ao sistema ainda poderá ser reforçada com os 45 votos da bancada do PSDB

Parte da Câmara reagiu ontem à tentativa de líderes partidários de emplacar o distritão como sistema eleitoral no país. Contrários à inclusão da emenda no texto da reforma política, que está sendo analisada em comissão especial, representantes de seis partidos, que somam 142 deputados, reuniram-se para lançar uma frente contra o distritão. O sistema registra apenas os votos nos candidatos, não nos partidos, e beneficia os deputados com mandato. Ao movimento, devem se somar os 45 parlamentares do PSDB, que defende o modelo apenas para a eleição de 2018. Ontem, os tucanos criticaram a emenda, que precisa de 308 votos para ser aprovada. A base aliada tentou emplacar na reforma emenda que dá imunidade aos presidentes da Câmara e do Senado, que não responderiam por crimes praticados antes do mandato. (Págs. 3, 4 e Merval Pereira)

EDITORIAL

‘Distritão é um dos erros do projeto da reforma política’ (Pág. 18)
Centrão ameaça obstruir reforma

Após garantir a derrubada da denúncia contra o presidente Michel Temer, o centrão agora exige uma contrapartida do governo: a punição dos infiéis ao Planalto. Sem a retaliação, os deputados ameaçam votar contra a reforma da Previdência. (Pág. 5)
Raquel faz visita noturna a Temer

Investigado por corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça, Temer recebeu a futura procuradora- geral Raquel Dodge no Palácio do Jaburu, às 22h, fora da agenda. A reunião ocorreu no dia em que ele pediu o afastamento de Janot. (Pág. 6)
Lula volta a ser investigado pelo mensalão (Pág. 7)


Inflação fica no menor nível desde 1999

Graças à safra recorde e a uma queda de 0,66% nos preços dos alimentos, a inflação subiu apenas 2,71% nos últimos 12 meses, o menor patamar desde 1999. Os preços da batata e do feijão-carioca, por exemplo, caíram mais de 50%. Analistas já preveem que o BC poderá reduzir os juros básicos da economia, hoje em 9,25% ao ano, para 7,25% até dezembro. (Pág. 21 e Míriam Leitão)
Com Exército, mais roubos de carga

Desde que o Exército saiu às ruas há 11 dias, o Rio registrou 246 roubos de carga, mais do que no mesmo período do ano passado. Foram, em média, 22 assaltos por dia. (Pág. 12)
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O Estado de S. Paulo


Manchete: Centrão cobra cargos e ameaça travar Previdência

Parlamentares de PP, PSD e PR querem vagas que estão nas mãos dos partidos que votaram contra Temer

Parlamentares do Centrão, formado por PP, PSD e PR, ameaçam paralisar as discussões da reforma da Previdência até que o Planalto faça a redistribuição de cargos que estão nas mãos dos “infiéis”, os partidos da base aliada que votaram a favor da denúncia contra Temer na Câmara. O Ministério das Cidades, atualmente com o PSDB, está entre os alvos. Os líderes do Centrão também se mostraram dispostos a votar contra o governo em outras matérias, como a medida provisória do Refis. A estratégia é aprovar o texto do relator, Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), considerado mais benéfico para os devedores. Com isso, a arrecadação prevista com o programa cairia de R$ 13 bilhões para R$ 420 milhões. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse entender a posição dos líderes da base aliada sobre a falta de clima para votar a Previdência. Auxiliares de Temer minimizaram a pressão. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Encontro fora da agenda

Michel Temer recebeu a sucessora de Rodrigo Janot, Raquel Dodge, fora da agenda, anteontem, no Palácio do Jaburu. No encontro, segundo a próxima procuradora-geral, foram tratados assuntos ligados à sua posse. (PÁG. A5)
Indústria reage e Brasil cria 35,9 mil vagas em julho

O País criou 35,9 mil novos empregos com carteira assinada em julho. Foi o quarto mês positivo consecutivo. No ano, o saldo é de 103.258 vagas. O dado surpreendeu economistas, e o governo comemora o fato de a reação do mercado de trabalho se disseminar entre vários setores da economia. Em julho, a indústria contratou 12,59 mil trabalhadores e o comércio assinou a carteira de outros 10,15 mil. (ECONOMIA / PÁG. B1)

De volta ao trabalho

O bom momento da agropecuária, em especial nos setores ligados à exportação, fez com que trabalhadores voltassem ao mercado, como na colheita de laranja na cidade de Bebedouro. (PÁG. B7)
Comissão aprova fundo público de R$ 3,6 bilhões e o ‘distritão

A comissão especial da Câmara que discute reforma política aprovou texto que prevê a criação de fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiamento de campanha. E, por um placar apertado, o colegiado aprovou, já na madrugada de hoje, a alteração do sistema eleitoral para o “distritão”. O relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP) não previa a adoção desse modelo, mas houve acordo e a mudança foi feita via destaque ao texto. (POLÍTICA / PÁG. A8)
MP desarquiva inquérito contra Lula no mensalão

O ex-presidente Lula voltará a ser investigado por suposto envolvimento no esquema do mensalão. O inquérito tem por base acusação de Marcos Valério, de que Lula teria negociado com a Portugal Telecom a transferência de R$ 7 milhões para o PT. (POLÍTICA / PÁG. A9)
Ação contra governador não depende de aval (Política / Pág. A9)


Após deflação, IPCA sobe 0,24% em julho (Economia / Pág. B5)


Colunistas

Celso Ming

Alguns itens que puxaram os preços em julho não produzirão efeitos nos próximos meses. (ECONOMIA / PÁG. B2)

Verissimo

Político não tem o privilégio do artista, que pode ser canalha em particular se sua obra o redimir. (CADERNO2 / PÁG. C6)
Notas & Informações

O jogo da inflação e do ajuste

A inflação bem menor que a prevista há um ano preserva o poder de compra e isso é bom para a economia, mas a arrecadação do governo é baseada em preços correntes. (PÁG. A3)

Militares e segurança jurídica

Exército reivindica mais segurança jurídica para os militares envolvidos em policiamento. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo


Manchete : Reforma aprova fundo de R$ 3,6 bi para campanhas

Comissão altera eleição de parlamentares, mas texto pode ser derrubado

A comissão da Câmara que analisa a reforma política aprovou no fim da noite de ontem texto-base do relatório que cria mais um fundo público de financiamento de campanhas eleitorais, no valor de R$ 3,6 bilhões. Foi uma resposta à proibição do financiamento empresarial pelo STF em 2015.

Na votação das emendas ao texto, já na madrugada de hoje, foi aprovado o distritão, em substituição ao atual modelo eleitoral, o proporcional. O resultado apertado, porém, indica grande dificuldade para aprovação no plenário. A reforma tem de passar pelos plenários das duas Casas atê setembro para valer nas eleições de 2018. Precisará também do apoio de pelo menos 60% dos parlamentares.

No atual modelo, as cadeiras da Câmara dos Deputados, das Assembleias e das Câmaras municipais são distribuídas com base em um cálculo que leva em conta o total de votos dados aos candidatos e aos partidos. Isso pode resultar na eleição de um político menos votado do que outro. Já no distritão são eleitos os mais votados. (Poder A4)

Centrão cobra cargos e ameaça derrotar governo

Sem receber cargos prometidos, partidos da base de Temer ameaçam impor derrota ao governo na pauta econômica. Siglas do centrão (como PP, PR, PSD e SD) pretendem boicotar negociações sobre a medida provisória do Refis, programa de renegociação de dívidas com o fisco, que visa a diminuir o rombo no Orçamento. (Mercado A15)

Bancadas da bala e ruralista são mais leais ao Planalto

Com 74% de votos pró-Temer na análise da denúncia contra o presidente, a bancada Agropecuária foi a frente parlamentar que lhe deu o maior apoio proporcional. Análise da Folha mostra que a fidelidade dos ruralistas e da bancada da bala se estende a todas as votações, diferentemente do que ocorria no governo Dilma. (Poder A6)

Dodge se reúne com Temer em palácio fora da agenda oficial

Sucessora de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República, Raquel Dodge foi ao Palácio do Jaburu às 22h de terça — segundo ela, para tratar da cerimônia de sua posse, em setembro.
Assim como no encontro entre Temer e Joesley Batista, pivô do escândalo JBS, a reunião não foi registrada na agenda oficial. (Poder A5)

Roberto Dias

Prática não é aceitável para chefe de Estado

Dodge pôs em xeque um pilar da argumentação do atual procurador-geral contra Temer'. Para Janot, encontros noturnos, fora da agenda, “revelam o propósito de não deixar vestígios dos atos criminosos lá praticados”. (Opinião A2)

Advogado acusa Odebrecht de usar prova falsa (Poder A4)


Editoriais

“Destempero”, sobre ofensivas de Temer e Gilmar Mendes contra Janot, e “Risco acima de zero”, acerca de tensões entre EUA e Coreia do Norte. (Opinião A2)

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Axact

Ronaldo

Blogueiro e livreiro, reproduzo as notícias que considero interessante para os amigos e disponíbilizo meu acervo de livros para possíveis clientes. Boa leitura e boas compras.

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