A Polícia Federal anunciou e a imprensa repercutiu com grande alarde nesta quinta-feira (6), que encerrou a força-tarefa que atuava exclusivamente na Operação Lava Jato em Curitiba. Em nota, a direção da PF informou que a mudança já estava prevista e que, além do grupo que atuava na Lava Jato, será dissolvida também a equipe destacada para a Carne Fraca. Ambos os grupos passarão a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor).



Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em nota, a PF afirma que a mudança pretende "priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações".

No entanto, a revistaÉpoca disse que os procuradores de Curitiba avaliaram a medida como uma tentativa de "asfixiar" as investigações.

"Não há dúvida entre os investigadores de que a produção de provas em processos altamente relevantes – como os dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, entre dezenas de outros – será severamente prejudicada. O mesmo vale para novas frentes de investigação sigilosas, envolvendo, entre outros, operadores e políticos do PMDB e do PSDB. Diante da escassez de recursos e pessoal, novas fases da operação podem nem sequer ser deflagradas, de acordo com procuradores da República e uma fonte no GT da polícia. 'É uma asfixia', diz um dos investigadores", diz a matéria pública pela revista Época.

Porém, a iniciativa partiu do delegado Igor Romário de Paula, que é o coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, e foi acatada pelo Superintendente Regional da Polícia Federal, delegado Rosalvo Franco.

A PF afirma que a medida aumenta o efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e também facilita o intercâmbio de informações.

"Com a nova sistemática de trabalho, nenhum dos delegados atuantes na Lava Jato terá aumento de carga de trabalho, mas, ao contrário, ela será reduzida em função da incorporação de novas autoridades policiais", diz trecho da nota.

Em maio deste ano, Igor disse em entrevista que o número de agentes dificultava as investigações. No entanto, enfatizou que não via nenhum indício de tentativa de barrar a investigação em Curitiba e que o ocorria era a descentralização da operação.

"Fica difícil os estados ficarem cedendo gente para cá", afirmou. A medida anunciada nesta quinta atende justamente esse ponto: concentra os agentes em Curitiba.




Do Portal Vermelho, com informações de agências



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