O Globo





Manchete: União deve adiar reajuste de servidor


Gastos com funcionalismo subiram 11,3% no 1º semestre

Déficit nas contas públicas é o maior em 21 anos. Ajuste pode incluir teto para remuneração e fim do abono salarial

A União deve adiar em pelo menos seis meses o reajuste de servidores previsto para janeiro de 2018. O adiamento provocaria economia de R$ 7 bilhões no ano que vem. Os gastos com o funcionalismo subiram 11,3% no primeiro semestre, muito acima do 0,5% de expansão das despesas em geral, o que agravou a situação das contas públicas, levando ao maior rombo em 21 anos. Em 12 meses, o déficit chega a R$ 182 bilhões, o que pode dificultar o cumprimento da meta de 2017. Para reforçar o ajuste fiscal, o governo quer aprovar um teto para a remuneração total dos servidores dos três Poderes e estuda extinguir o abono. (Págs. 17 e 18)


Juros caem e voltam a um dígito, para 9,25%


Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 1 ponto, para 9,25% ao ano. Foi a sétima queda consecutiva dos juros, que pela primeira vez desde 2013 têm taxa de um dígito. Novos cortes, porém, vão depender dos desdobramentos das crises fiscal e política. (Pág. 19)

MÍRIAM LEITÃO

PT inchou a máquina, Temer deu aumento até 2019. (Pág. 18)

CARLOS A. SARDENBERG

Reajuste para procuradores federais é mau exemplo. (Pág. 14)


Temer já gastou 65% das emendas


Depois de autorizar, em apenas 50 dias, R$ 3,9 bilhões para emendas parlamentares, o presidente Temer poderá gastar mais de R$ 2 bilhões até o fim do ano para agradar a deputados e senadores. Prestes a ser denunciado novamente e com reformas para votar, Temer terá menos margem para negociar. A oposição critica o uso político do Orçamento e diz que a jogada agravará a crise fiscal. (Pág. 3)


EUA retaliam o governo Maduro


Os Estados Unidos aplicaram sanções econômicas a 13 altos funcionários do governo da Venezuela em retaliação à Assembleia Constituinte. Por sua vez, Maduro bloqueou os bens dos 33 novos juízes do Supremo nomeados pela Assembleia Nacional. (Pág. 21)


Estado entrega novo plano à União


Após o plano de corte de gastos do Rio ter sido em parte rejeitado pelo Tesouro, o estado fez um ajuste nas contas para chegar a R$ 62 bilhões em três anos, exigência da União para o socorro financeiro. A pendência era uma diferença de R$ 4 bilhões. (Pág. 8)


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O Estado de S. Paulo





Manchete: Juros caem a um dígito e BC aponta para novo corte


Copom baixa Selic em 1 ponto, para 9,25%; incerteza das reformas não preocupa

Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic em um ponto porcentual, de 10,25% para 9,25% ao ano. O corte foi o sétimo consecutivo e coloca os juros de referência no menor nível desde agosto de 2013, no primeiro governo Dilma Rousseff. Com a decisão, esperada pelo mercado financeiro, o BC manteve o ritmo de reduções da Selic, apesar das preocupações em torno do governo Temer. A instituição deixou as portas abertas para a manutenção do atual ritmo de cortes, se o cenário político e econômico permitir. Na decisão de ontem, os dirigentes do BC argumentaram que, até o momento, os efeitos de curto prazo do aumento das incertezas em relação às reformas, sobretudo a da Previdência, “não se mostram inflacionários nem desinflacionários”. Na prática, a instituição indicou que a crise política ainda não alterou de forma substancial o cenário. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Celso Ming

Os juros continuam, sim, muito altos no Brasil, mas não dá para negar o efeito vertigem. Caíram de 14,25% para 9,25% ao ano em apenas nove meses. Um tombo como esse não é pouca coisa. (ECONOMIA / PÁG. B2)


Transportes, Integração e Cidades serão os mais atingidos


Os cortes de despesas que o governo deve anunciar hoje vão atingir principalmente os Ministérios da Integração, das Cidades e dos Transportes. A área econômica trabalha com a possibilidade de resgatar R$ 1 bilhão em precatórios não sacados e depositados na Caixa e, ontem, a Petrobrás anunciou que aderiu ao Refis e vai pagar R$ 1,3 bilhão neste ano. Com isso, o corte adicional no Orçamento, de R$ 5,9 bilhões, pode ficar menor. (ECONOMIA / PÁG. B1)


Servidor deve ter reajuste adiado


O governo estuda o adiamento do reajuste salarial do funcionalismo. O gasto estimado é de R$ 22 bilhões. Servidores já se articulam para recorrer à Justiça ou até paralisar serviços caso a proposta se confirme. (ECONOMIA / PÁG. B3)


'Estamos na trajetória de empresa saudável'


Entrevista - Pedro Parente

Há quase um ano no comando da Petrobrás, Pedro Parente não minimiza os problemas, mas afirma que a estatal está no caminho para ser considerada uma petroleira saudável até o fim de 2018. A prioridade será tornar a dívida mais leve para a empresa – equivalente a 2,5 vezes a geração de caixa, nível próximo ao dos concorrentes. (ECONOMIA / PÁG. B4)


Fachin corre para julgar políticos no STF (Política / Pág. A4)





Réu na Zelotes, auditor da Receita é preso (Economia / Pág. B6)





Colunistas


Zeina Latif

A agenda de enxugamento da folha do funcionalismo precisa ser enfrentada. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Verissimo

Minigravador, como bem sabe Temer, pode conseguir o que nenhuma investigação consegue. (CADERNO2 / PÁG. C8)


Notas & Informações


Corporativismo e insensibilidade

O esforço por reequilibrar as contas do País atinge a todos, exceto os procuradores da República, que esperam ganhar mais 16,38% do que atualmente ganham. (PÁG. A3)

O perigoso recuo da confiança

A insegurança de consumidores e de empresários aumentou com a nova crise política. (PÁG. A3)


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Folha de S. Paulo





Manchete : Taxa de juros cai a 9,25% ao ano, a menor desde 2013


BC corta Selic em um ponto percentual pela 3a vez; poupança fica mais atrativa

A inflação controlada e a atividade econômica fraca levaram o Banco Central a reduzir a taxa básica de juros em um ponto percentual, para 9,25% ao ano. A decisão, que coloca a Selic abaixo de 10% pela primeira vez em quatro anos, era esperada pelo mercado. Foi a terceira redução consecutiva de um ponto nos juros. Em comunicado divulgado após a decisão, o Comitê de Política Monetária indicou que o ritmo de corte deve ser mantido na próxima reunião, em setembro. O Copom reconheceu os impactos da crise política sobre a confiança do mercado e a possibilidade de aprovação das reformas do governo, mas avaliou que eles são, atê agora, limitados. “A delação [da JBS] não gerou efeito inflacionário significativo”, diz José Mareio Camargo, economista da Opus Gestão de Recursos. Com a nova queda da Selic, a poupança se torna mais atrativa que a maioria dos fundos de investimento de renda fixa, segundo simulações. (Mercado pág. 1)


Aliados de Temer querem postergar nova Previdência


Partidos aliados de Michel Temer defendem que a votação da reforma da Previdência ocorra só em 2019, após a eleição presidencial. Para os defensores da ideia, o governo conseguiria aprovar agora apenas alterações mínimas, desfigurando a proposta original. (Mercado pág. 3)

Liminar cai, e alta de tributo sobre combustível volta a vigorar. (Pág. 4)


Políticos repassam concessões de TV e rádio a parentes


Deputados e senadores que eram sócios de emissoras de rádio ou TV repassaram as cotas a familiares. As transferências foram feitas após a instauração de inquéritos. Pela Constituição, eles não podem ser concessionários de serviços públicos. A Justiça tem apresentado entendimentos diferentes. (Poder A4)


Novo ministro da Cultura põe a Lei Rouanet na mira


Terceiro ministro da Cultura em pouco mais de um ano, Sérgio Sá Leitão pretende mudar a Lei Rouanet, de incentivo ao setor. “Uma coisa que quero fazer ê desburocratizá-la”, disse em entrevista à Folha. Ele afirmou não se constranger por participar de um governo impopular. (Ilustrada C3)


Editoriais


Leia “Doloroso aprendizado”, sobre dificuldades para fechar as contas do Tesouro em 2017, e “Informar, não proibir”, acerca de cigarros com sabor. (Opinião a2)


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Mídia
Axact

Ronaldo

Blogueiro e livreiro, reproduzo as notícias que considero interessante para os amigos e disponíbilizo meu acervo de livros para possíveis clientes. Boa leitura e boas compras.

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